‘Anda pra trás e pega fogo’: Nikolas Ferreira ironiza Curupira como mascote oficial da COP 30
A escolha do Curupira como mascote oficial da COP 30 gerou críticas nas redes sociais e entre opositores das pautas ambientais.
Um dos principais a se manifestar foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que ironizou a decisão afirmando que o mascote representa a atual situação do Brasil.
A declaração de Nikolas Ferreira gerou reações nas redes sociais após o deputado comparar o personagem folclórico com o país governado por Lula (PT), alegando que o Curupira “anda para trás e pega fogo” igual às florestas e a situação política do Brasil.
O Curupira é descrito como um protetor das florestas, de cabelos avermelhados e com os pés virados para trás — característica que confunde caçadores ao inverter rastros. Ele também pode assumir forma de fogo para assustar ameaças, mas não se desloca de forma invertida, como disse o parlamentar.
Governo rebate Nikolas Ferreira e aponta queda no número de queimadas em 2025
A fala do deputado federal Nikolas Ferreira reacendeu o debate sobre a politização da agenda ambiental e da valorização da cultura nacional. O governo justificou a escolha do Curupira como forma de reafirmar o compromisso com a preservação das florestas e destacar ícones da cultura brasileira durante a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém (PA).
Enquanto isso, os dados mais recentes do Inpe mostram que o Brasil registrou queda de 46% nos focos de incêndio no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O número contrasta com o recorde de 30 milhões de hectares queimados em 2024, agravado pela atuação do El Niño.
Para enfrentar os incêndios, o governo implementou o Projeto Manejo Integrado do Fogo, com foco em reforçar a atuação dos Corpos de Bombeiros e das brigadas nas regiões da Amazônia, Cerrado e Pantanal — áreas mais afetadas pelos focos de calor.
A COP 30 reunirá líderes mundiais para buscar soluções à crise climática e reforçar a transição ecológica com protagonismo brasileiro. O evento ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro deste ano em Belém, no Pará. Esta será a primeira conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas) realizada na região amazônica.


Conteúdo: NDMAIS

