Ultrassom segue parado há quase cinco anos em Santa Terezinha enquanto população aguarda por exames
Santa Terezinha enfrenta uma situação preocupante e, para muitos, revoltante: um aparelho de ultrassonografia novo, recebido ainda na primeira gestão da atual prefeita Valquíria Schwarz (PSD), permanece sem uso, enquanto a população continua sendo obrigada a buscar atendimento em outros municípios. A justificativa oficial para o não funcionamento do equipamento seria a falta de um profissional habilitado para operá-lo, situação que se arrasta há quase cinco anos.
O ultrassom chegou ao município durante a primeira gestão de Valquíria Schwarz, mas não foi utilizado durante o mandato do ex-prefeito Genir Junckes (MDB). Desde então, o equipamento segue inoperante, mesmo com a constante cobrança por parte de lideranças políticas e da população.
Um dos que mais cobravam a ativação do ultrassom era o então vereador e atual secretário de Saúde, João Eduardo Fernandes, o Dudu. Em diversas sessões da Câmara, Dudu criticava o ex-secretário de Saúde, Chilão, alegando falta de competência para colocar o aparelho em uso e defendendo sua substituição.
No entanto, como diz o ditado popular, “a língua é o chicote da bunda”. Agora à frente da Secretaria de Saúde há cerca de sete meses, Dudu ainda não conseguiu tirar o equipamento da caixa, frustrando as expectativas da comunidade que aguardava por uma mudança de postura. Enquanto isso, o aparelho corre o risco de se tornar obsoleto antes mesmo de ser utilizado pela primeira vez.
A situação é ainda mais grave quando se considera a importância do ultrassom para a rede pública de saúde. Com ele, seria possível realizar uma ampla gama de exames, entre eles:
- Ultrassonografia abdominal – avaliação de órgãos como fígado, pâncreas e rins.
- Ultrassonografia obstétrica – acompanhamento do desenvolvimento fetal na gestação.
- Ultrassonografia pélvica e transvaginal – diagnóstico de cistos, miomas e infecções ginecológicas.
- Ultrassonografia de mama – detecção precoce de nódulos e câncer de mama.
- Ultrassonografia da tireoide, próstata e articulações, além de exames com Doppler e contraste, essenciais para avaliação de fluxo sanguíneo e outras condições complexas.
Com todas essas possibilidades de atendimento local, o não funcionamento do aparelho representa não apenas desperdício de recurso público, mas também um descaso com os munícipes, que enfrentam gastos com deslocamentos e longas esperas por exames.
A expectativa agora recai sobre a atual administração da prefeita Valquiria, que precisa dar uma resposta concreta à população. A ativação do ultrassom poderia desafogar a demanda por exames, garantir diagnósticos mais rápidos e reforçar o compromisso da gestão municipal com a saúde pública.
Enquanto isso, os moradores de Santa Terezinha seguem esperando que, enfim, o equipamento saia da caixa e comece a cumprir o papel para o qual foi adquirido: cuidar da saúde da comunidade.

