“A justiça é porca!”: mãe de menino de 5 anos desabafa após suspeito de estupro ser solto
Mãe de menino de 5 anos abusado em igreja de Camboriú desabafa após liberdade de suspeito: “A justiça é porca, mas a divina não falha”O homem suspeito de estuprar um menino de 5 anos no banheiro de uma igreja em Camboriú (SC) foi solto em audiência de custódia e irá responder ao processo em liberdade. A decisão gerou revolta na família da vítima e também entre moradores da região.
Segundo o relato da mãe, o crime aconteceu durante um culto religioso. Ela afirmou que estava sentada nas primeiras fileiras quando o filho pediu para ir ao banheiro — que fica dentro do templo. Minutos depois, o menino voltou e pediu para dormir em seu colo. Somente em casa, ao notar incômodo e comportamento estranho, a mãe descobriu os sinais do abuso.
“Quando fui dar banho, percebi algo estranho. Meu filho estava com vestígios de sêmen. Fui correndo para o hospital e lá tudo foi constatado. A PM, o Conselho Tutelar e o IGP confirmaram o que eu vi. E mesmo assim ele foi solto”, relatou a mãe, revoltada.
O suspeito atua como monitor penitenciário e teria sido identificado por imagens de câmeras e por testemunhas. Durante o depoimento, ele admitiu que esteve no banheiro no mesmo horário, mas negou qualquer contato com a criança.
Mesmo diante dos laudos médicos e dos relatos da vítima, a Justiça permitiu que o suspeito respondesse em liberdade. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia.
“Meu filho está medicado, está em casa, tomando remédio para dor, para infecção, para tudo o que esse verme pode ter transmitido. E ele está solto. Ele tem advogado, tem apoio. Mas meu filho tem quem? Tem só a mim”, desabafou a mãe em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ela também rebateu as críticas de que teria sido negligente:
“Me julgaram por ter deixado meu filho ir ao banheiro. Mas o banheiro era dentro da igreja. Nunca deixei meu filho sair sozinho para o lado de fora. Ele sempre foi comigo. Mas ali era seguro, era uma igreja. Ninguém imagina que um monstro vai agir ali dentro.”
Segundo a mãe, todas as provas do crime já foram entregues às autoridades. O menino teria relatado com detalhes o que aconteceu no banheiro, tanto à família quanto aos profissionais de saúde e policiais que atenderam a ocorrência.
“Ele contou tudo. Disse que teve a boca tampada, que o homem abaixou suas calças e o tocou. Meu filho lembra de cada detalhe e isso está tudo nos autos. Mas mesmo assim, o criminoso está solto.”
O caso foi registrado como estupro de vulnerável e segue em investigação. O Instituto Geral de Perícias (IGP), o Conselho Tutelar e a Polícia Civil acompanham o caso. A Promotoria deverá se manifestar nos próximos dias sobre um possível pedido de prisão preventiva do suspeito.
A mãe também reforçou que o episódio não tem relação com a igreja ou seus membros:
“O pastor não tem culpa de nada. Foi uma tragédia causada por um criminoso que aproveitou o fato de sermos visitantes. Ele observou isso. Foi algo planejado.”
Enquanto aguarda por justiça, a família lida com o trauma e tenta dar apoio psicológico à criança. O menino está em casa, recebendo acompanhamento médico e tomando medicamentos por precaução.
“Aqui tem mãe. Aqui tem família. E a gente vai até o fim. Porque o que ele fez com meu filho não vai ficar impune.”
Conteúdo: JR

