VICE-PREFEITO DE PAPANDUVA DEFENDE MELHORIAS NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MUNICÍPIOS RURAIS DURANTE SESSÃO DA ALESC EM MAFRA
Cleitinho quer mais a agilidade na liberação das cascalheiras (pedreiras)
Durante a sessão itinerante da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) realizada em Mafra nesta terça-feira (05), o vice-prefeito de Papanduva, Cleitinho Martins, fez um apelo emocionado em nome dos gestores municipais e da população rural do Planalto Norte. Em sua fala, Cleitinho destacou a importância da presença da ALESC na região: “É fundamental que os deputados estejam aqui para ouvir de perto nossas demandas. Essa escuta aproxima o Legislativo da realidade que vivemos”.
Papanduva, município com pouco mais de 19 mil habitantes, tem na agricultura a principal base de sua economia, dividida entre o agronegócio — com produção de grãos, soja, milho, feijão e pecuária — e a agricultura familiar, especialmente com foco na fumicultura e hortaliças. Segundo o vice-prefeito, o município enfrenta grandes desafios para garantir a manutenção de 1.600 quilômetros de estradas rurais de chão batido, cortadas por cerca de 30 pontes e diversas serras, em um terreno bastante acidentado.
Crise no abastecimento de cascalho e burocracia ambiental
Um dos principais problemas apontados por Cleitinho é a falta de material para manutenção das estradas. “Estamos há 45 dias sem nenhum tipo de cascalho. A única cascalheira do município foi interditada pelo IMA por questões ambientais. Também tínhamos uma pedreira particular, mas que está fechada há mais de um ano e meio”, relatou.
O vice-prefeito criticou a morosidade no processo de licenciamento ambiental. “Nós defendemos o meio ambiente, mas é preciso equilíbrio. A última cascalheira interditada não tinha nascente, não tinha mata ciliar, nem interferência ambiental. Ainda assim, foi embargada. Estamos com quatro novos processos abertos, cada um custando R$ 18 mil, e a demora chega a quase um ano”, explicou.
Impactos sociais e econômicos
A falta de infraestrutura tem impactos diretos na vida da população. Cleitinho mencionou agricultores que não conseguem escoar sua produção e alunos que percorrem até 45 quilômetros em estradas de chão para chegar à escola. “Eles só querem trabalhar, querem condições para levar sua produção até os mercados e os filhos até a escola. É uma questão de dignidade”, disse, emocionado.
O vice-prefeito ainda ressaltou que o problema enfrentado por Papanduva se repete em outros municípios da região, como Monte Castelo, Major Vieira, Canoinhas, Bela Vista do Toldo, Itaiópolis e o próprio município de Mafra. “Nosso apelo é por desburocratização e agilidade nos licenciamentos. A questão é urgente. Não podemos ficar torcendo para que não chova só porque não temos como arrumar as estradas”, concluiu.
A fala de Cleitinho Martins recebeu apoio de deputados presentes, como Antídio Lunelli, que se comprometeram a levar a demanda ao Governo do Estado e buscar soluções que equilibrem preservação ambiental e desenvolvimento rural.

