Vereador ataca colégios militares de SC e diz que policiais são despreparados
A fala do vereador Paulinho da Silva (Chapecó-SC), advogado e presidente da Comissão de Direito PCD da OAB/SC, provocou forte reação nas redes sociais após ele afirmar que se sentiria “desprestigiado” por ver militares lecionando em colégios da Polícia Militar. Em tom crítico, o parlamentar chegou a comparar os profissionais de segurança com pessoas “sem preparo pedagógico” e disse que “nunca estudaram projeto político-pedagógico, nem conhecem um livro didático decente”.
As declarações foram feitas em sessão da Câmara e rapidamente se espalharam pelo Instagram, onde pais, alunos e professores do Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (CFNP), em Chapecó, se manifestaram contra o vereador. A grande maioria classificou as falas como desrespeitosas e ofensivas à trajetória dos policiais militares que atuam na educação.
Revolta da comunidade escolar
Nos comentários, o tom foi de indignação. Uma mãe relatou: “Minha filha estuda na escola militar e todos os militares que dão aula são muito bem capacitados. A revolta dele é porque ali não existe a lavagem cerebral que eles gostam de fazer”. Outro internauta questionou: “Tá chamando os policiais de burros que nunca estudaram? Muito mais seguro um policial armado do que um professor sem experiência em segurança”.
Educadores e policiais também reagiram. A professora e policial Ana Paula Rauber, que dá aulas no CFNP de Chapecó, rebateu: “Sou militar, graduada, pós-graduada, com mestrado e doutorado em andamento. Conheço o PPP, publico artigos e participo de eventos. Antes de falar besteira, vereador, venha conhecer nosso colégio e o trabalho sério feito com amor”.
Histórico e credibilidade dos colégios militares
O Colégio Feliciano Nunes Pires é reconhecido em Santa Catarina por unir disciplina, valores cívicos e excelência acadêmica. Com polos em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Lages, Laguna e Chapecó, a instituição existe desde 1984 e já formou mais de 1.500 jovens. Segundo a própria Polícia Militar, o modelo alia rigor acadêmico a princípios de cidadania e respeito.
Nas publicações oficiais do colégio, o objetivo é claro: “Desenvolver potencialidades, auto realização e preparo para o exercício consciente da cidadania”. A comunidade escolar reforça que os resultados falam por si, com índices elevados de aprovação em vestibulares e reputação consolidada há mais de 40 anos no Estado.
Isolado politicamente
Enquanto pais e professores defendiam os colégios militares, Paulinho da Silva foi apontado por internautas como alguém que age por viés ideológico. Comentários chamaram o vereador de “militante” e afirmaram que ele estaria desinformado sobre a realidade da educação militar. “É lamentável ver um vereador atacar um projeto consolidado e respeitado. Em Chapecó, a maioria apoia esse modelo de ensino e não aceita que políticos sem conhecimento tentem manchar sua imagem”, escreveu uma mãe de aluno.
Conteúdo: JR

