Médico nega atestado a paciente e atendimento termina com a chegada da PM em Itajaí
Um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cordeiros, em Itajaí, foi vítima de agressão verbal por uma paciente na manhã desta quarta-feira (20).
O caso ocorreu por volta das 8h20, quando a profissional da saúde negou o pedido de atestado solicitado pela paciente, seguindo os procedimentos clínicos estabelecidos.
De acordo com a direção da UPA, os exames apresentados pela paciente não indicavam a necessidade do documento. Após as ofensas, a mulher foi retirada da unidade e o médico registrou Boletim de Ocorrência.
Este é o terceiro episódio registrado em pouco tempo envolvendo agressões a profissionais de saúde na cidade. Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou medidas de segurança, incluindo a contratação de vigilantes, instalação de botões de pânico e rondas da Polícia Militar em UPAs e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Além disso, a pasta estuda a criação de um programa de suporte multidisciplinar para os servidores, com atendimento psicológico e orientação em defesa pessoal.
“Nossos servidores estão assustados. Alguns mudam seus horários por medo de atuarem à noite, especialmente mulheres. Estamos reforçando a segurança e implementando medidas para proteger quem cuida da população”, afirmou a secretária de Saúde, Dra. Mylene Lavado.
A legislação brasileira prevê punições para agressões contra profissionais de saúde, incluindo detenção de três meses a dois anos, dependendo da gravidade do ato e do tipo de infração cometida.
Conteúdo: JR

