Julgamento de Bolsonaro: defesa nega participação de Ramagem contra sistema eleitoral
A defesa do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), acusado de integrar o núcleo crucial de uma suposta trama golpista no Brasil, para impedir a posse do presidente eleito em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nega que o parlamentar tenha atuado na construção de mensagem em detrimento do sistema de votação no Brasil, as urnas eletrônicas, como acusa a procuradoria-geral da República na ação penal 2668, que começou a ser julgada nesta terça-feira (2) pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao subir à tribuna, o advogado de defesa do ex-diretor da Abin, Paulo Renato Cintra rebateu partes da acusação contra o deputado, inclusive de que ele teria entrado no sistema First Mile, sistema espião utilizado para monitorar autoridades por meio de GPS.
Ainda de acordo com a defesa de Ramagem, a imputação de que ele teria ajudado a denegrir a justiça eleitoral por meio de uma mensagem é falsa. O advogado lembrou que Ramagem estava afastado de qualquer grupo por estar em plena campanha eleitoral para a Câmara dos Deputados.
Segundo a defesa, Ramagem apenas defendia o voto auditável, proposta que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, e depois disso nunca mais tocou no assunto.
Além do julgamento de Bolsonaro, figuram como réus na ação penal os ex-ministros da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; da Marinha, Almir Garnier; da Justiça,Anderson Torres; do Gabinete de Segurança Institucional, General Heleno; do general Walter Braga Neto, da Casa Civil; e do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; além de Alexandre Ramagem, deputado federal pelo PL do ex-presidente, e que liderava a Agência Brasileira de Inteligência na ocasião.
O grupo, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, a parte da denúncia relacionada a fatos ocorridos após sua diplomação como deputado federal, em dezembro de 2022, está suspensa até o término do mandato.
Ramagem, portanto, responde apenas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de participação em organização criminosa armada.
Conteúdo: NDMAIS

