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“MÃES CLAMAM POR AJUDA! Crianças com TDAH e TOD em Santa Terezinha Correm Risco de Ficar sem Medicamento Essencial”

“MÃES CLAMAM POR AJUDA! Crianças com TDAH e TOD em Santa Terezinha Correm Risco de Ficar sem Medicamento Essencial”

Uma cena comovente marcou a sessão da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (08), quando a senhora Angélica Cardoso fez um desabafo emocionante e impactante sobre a dura realidade enfrentada por famílias de crianças com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e TOD (Transtorno Opositivo Desafiador).

Com a voz embargada mas postura firme, Angélica revelou o drama que vive diariamente ao cuidar de quatro filhos, todos diagnosticados com TDAH e, em alguns casos, associados a outros transtornos:

“Eu tenho quatro filhos: Alice, Carlos, João e Ana Clara. A Alice tem TDAH e TOD, o João Pedro tem TDAH com deficiência intelectual, o Carlos Henrique também tem TDAH, e a Ana Clara tem TDAH com transtorno de ansiedade. A Alice foi diagnosticada com apenas seis anos e, desde então, lutamos todos os dias para oferecer tratamento digno. Mas hoje, infelizmente, não temos mais suporte algum”, relatou.

Segundo Angélica, as famílias enfrentam uma verdadeira batalha para garantir os direitos das crianças. O município não possui médicos especialistas e, por isso, os tratamentos são feitos particularmente, com altos custos. Para piorar, a prefeitura anunciou que não haverá mais fornecimento do medicamento Venvance, essencial no tratamento de crianças com TDAH, por falta de verba.

“Esse medicamento é caríssimo e sempre foi comprado pela prefeitura porque o Estado não fornece. Agora nos informaram que não teremos mais acesso a ele. Como uma mãe, eu peço, imploro, que esta Casa tome providências! Não estamos pedindo luxo, estamos pedindo saúde, dignidade e futuro para nossos filhos.”

Além da falta de medicamentos, outro problema relatado foi a suspensão do atendimento com fonoaudióloga, que antes oferecia suporte gratuito. Desde o início de 2025, com a mudança de gestão, as famílias ficaram sem acompanhamento especializado.

A situação não afeta apenas a família de Angélica. Sueli, outra mãe presente na sessão, também vive o mesmo drama:

“Tenho o Breno, que tem TDAH, e o Ravi, que é autista. Pago médicos, terapias e tratamentos particulares porque Santa Terezinha não oferece nenhum suporte. Agora, além de tudo isso, querem cortar os medicamentos. Isso é desumano!”

Angélica ainda fez um apelo direto aos vereadores, cobrando mais ação e prioridade para a saúde:

“Se não vai ter Festa do Mel, que esse dinheiro seja investido na saúde. A gente precisa de medicamentos, precisamos de atendimento! Essas crianças têm direitos, e nós, mães, não vamos nos calar.”

A manifestação mobilizou a Câmara e emocionou quem acompanhava a sessão. Vários vereadores prometeram analisar o caso e buscar soluções junto à Secretaria de Saúde e ao governo estadual.

Entretanto, as famílias seguem apreensivas. Sem o medicamento, muitas crianças podem ter retrocesso no tratamento, prejudicando diretamente o desenvolvimento escolar, emocional e social.

O caso expõe uma realidade urgente: a saúde mental infantil em Santa Terezinha está em crise. Mães, pais e responsáveis clamam por ajuda e pedem que o município assuma a responsabilidade de garantir o mínimo: acesso a tratamento, medicamentos e profissionais capacitados.

“Só Deus sabe o quanto lutamos pelos nossos filhos. Mas a luta está ficando impossível sem o apoio da gestão pública. Não é favor, é direito!”, finalizou Angélica.

João Vianna

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