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Professoras são afastadas após castigo em creche de SC: “aprontou, tranca no banheiro”

Professoras são afastadas após castigo em creche de SC: “aprontou, tranca no banheiro”

Cinco servidoras do Centro de Educação Infantil Chapéuzinho Vermelho, em Rio do Oeste (SC), estão sendo investigadas após denúncias de maus-tratos a crianças. Segundo relatos apresentados à Prefeitura por uma mãe e uma auxiliar de sala, professoras estariam trancando alunos no banheiro como forma de punição.

As punições eram aplicadas, segundo as informações preliminares, contra crianças que estariam “dando trabalho”, desobedecendo as professoras ou “aprontando” durante a rotina na sala de aula.

As denúncias foram reforçadas por imagens do sistema interno de monitoramento da unidade, que mostrariam reincidência nas práticas. Diante disso, a Prefeitura instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em 9 de setembro para apurar possíveis infrações cometidas por cinco servidoras da educação.

Conforme os registros oficiais, quatro das cinco profissionais investigadas já foram afastadas preventivamente por 60 dias, sem prejuízo de remuneração. O primeiro afastamento ocorreu no dia 12 de setembro, e outros três no dia 18. A quinta servidora, até o momento, segue atuando na unidade.

A gravidade da situação repercutiu na Câmara de Vereadores. Um vereador, que é pai de uma das crianças citadas, usou a tribuna para se pronunciar de forma emocionada:

“Eu venho aqui não só como vereador, mas como pai. Minha filha relatou o que aconteceu e mencionou até nomes de amiguinhos. Agradeço à Prefeitura pelas medidas tomadas, mas queremos uma resposta clara. Não estamos aqui para julgar ninguém, só queremos saber o que realmente aconteceu.”

Outros vereadores também comentaram o caso. Um deles destacou:

“Investigado não é culpado, mas onde há fumaça, pode haver fogo. A apuração precisa ser feita com seriedade, pensando nas crianças e nas famílias.”

O debate foi marcado por tom de preocupação e cobrança por transparência. Os parlamentares reforçaram que a responsabilidade sobre crianças exige preparo emocional e profissional, e que qualquer suspeita deve ser tratada com prioridade.

O Conselho Tutelar acompanha o caso, e a Prefeitura segue com o processo administrativo para apurar a conduta das envolvidas. Até o momento, não há confirmação de abertura de inquérito criminal, mas o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público conforme a apuração interna avançar.

Conteúdo: JR

João Vianna

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