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Empresário é preso em Florianópolis suspeito de lavar R$ 45 milhões do tráfico em apenas um mês

Empresário é preso em Florianópolis suspeito de lavar R$ 45 milhões do tráfico em apenas um mês

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (7) o dono de uma casa de câmbio localizada no Centro de Florianópolis. O homem é suspeito de movimentar cerca de R$ 45 milhões provenientes do tráfico de drogas em apenas 30 dias. A prisão faz parte de um novo desdobramento da Operação Safari, que investiga uma rede de lavagem de dinheiro ligada a facções de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

De acordo com as investigações, o empresário integraria o núcleo financeiro de uma facção criminosa, atuando na conversão de grandes quantias em dinheiro vivo e na ocultação de valores ilícitos. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam uma Mercedes-Benz C 300 Coupé AMG Line, avaliada em cerca de R$ 445 mil, além de documentos encontrados em um envelope identificado como “Achados e Perdidos” dentro da casa de câmbio.

Segundo a PF, há suspeita de que esses documentos tenham sido utilizados para abrir linhas telefônicas e realizar movimentações financeiras em nome de terceiros, criando um rastro falso de operações.

O delegado da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), Nelson Napp, explicou que o esquema envolvia várias etapas. O dinheiro obtido nas vendas de drogas — em notas de pequeno valor — era trocado por cédulas de R$ 100. Em seguida, parte dos recursos era convertida em criptomoedas e enviada para empresas de fachada, enquanto o doleiro preso seria o responsável por transformar o restante em dólares no mercado paralelo.

A investigação chegou ao nome do suspeito após a prisão de outro homem, apontado como o responsável por um laboratório de refino de cocaína em Santo Amaro da Imperatriz. O empresário seria o contato direto do traficante para a lavagem do dinheiro obtido com o tráfico.

Essa nova fase é um desdobramento da Operação Colapso, deflagrada em junho, quando a PF revelou uma aliança entre o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e a facção gaúcha Manos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em lucros do tráfico.

Na ocasião, a operação resultou na apreensão de 500 kg de drogas, R$ 695 mil em espécie, além de armas e celulares. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na rede de lavagem de dinheiro.

Conteúdo: JR

João Vianna

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