Clima de Tensão: Servidora da Saúde de Santa Terezinha denuncia ambiente de trabalho tóxico e falta de providências da Prefeitura
Nesta segunda-feira (13), o jornal Primeira Página SC recebeu o relato de uma servidora municipal de Santa Terezinha, lotada na área da Saúde, que decidiu solicitar o afastamento de suas funções após episódios que ela descreve como assédio moral, fofocas e difamações dentro do ambiente de trabalho.
A servidora, que ocupa o cargo de enfermeira, afirma estar emocionalmente abalada pela postura de colegas e pela omissão da gestão municipal diante dos fatos.
“O motivo do meu afastamento é a quantidade de fofocas vindas do técnico de enfermagem e até de um motorista, durante o horário de trabalho, em grupos e conversas de WhatsApp”, relatou.
Segundo a profissional, as mensagens ofensivas teriam sido trocadas dentro do ambiente de trabalho, em um computador da sala de triagem com o aplicativo WhatsApp Web aberto em pleno horario de expediente.
“Tenho fotos e prints de todas as mensagens. São calúnias, difamações, apelidos maldosos. Me chamaram de ‘cúpula’, ‘poderosa’, ‘rainha’, ‘zoiuda’ e até ‘demonha’”, contou.
“Levei as situações ao chefe superior, mas como a técnica é apoiadora da gestão, nada foi feito”, lamentou.
Ainda conforme o relato, o secretário de Saúde teria pedido que ela não registrasse boletim de ocorrência (BO) para “evitar exposição”. A servidora, no entanto, afirma que pretende formalizar a denúncia à Polícia Civil nos próximos dias, pois quem deveria proteger o servidor é o governo municipal.
“Não quero meu nome divulgado, mas a situação é insustentável. Pedi licença e não foi concedida. Estou em psicoterapia tentando lidar com isso. O médico da unidade me afastou por 15 dias por estresse.”
A enfermeira também denunciou o uso de redes sociais para difamação, inclusive com prints de seus status no WhatsApp, que eram comentados de forma depreciativa.
“Tudo o que eu postava era printado e virava piada dentro do trabalho. Até quando fui doar sangue fizeram comentários maldosos. Fiz um procedimento estético no rosto à noite e no outro dia já estavam inventando que eu tinha feito botox que deu errado.”
O caso revela um ambiente de trabalho hostil dentro de uma unidade de saúde pública e a aparente falta de ação da Prefeitura de Santa Terezinha para apurar os fatos.
“A prefeitura deveria abrir uma sindicância, mas até agora nada foi feito”, disse a servidora.
Enquanto isso, a servidora afirma que segue afastada, destacando que “gosta do que faz, mas o clima tornou impossível continuar exercendo a profissão com dignidade”.

