Vereador Evaldo Bauer denuncia perseguição política e discriminação na gestão da prefeita Valquíria
Durante a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha, parlamentar do MDB critica duramente a administração municipal e aponta tratamento desigual a cidadãos ligados ao seu partido.
Na sessão desta segunda-feira (13), a Câmara de Vereadores de Santa Terezinha foi palco de fortes declarações do vereador Evaldo Bauer (MDB), que não poupou críticas à gestão da prefeita Valquíria Schwarz, denunciando supostas perseguições políticas dentro da administração municipal.
Em seu discurso, Bauer destacou que cidadãos estariam sendo discriminados por motivos partidários, especialmente aqueles identificados com o MDB, legenda de oposição ao governo atual. O vereador relatou o caso do munícipe Alcir, ex-vereador e ex-presidente da Câmara, que estaria sendo impedido de receber materiais básicos da prefeitura, como cargas de pedra, para obras em sua propriedade.
“Ele já foi vereador duas vezes aqui no município, foi presidente da casa, trouxe muitos recursos para Santa Terezinha e sempre lutou pela comunidade. Agora está construindo uma casa e não consegue receber uma carga de pedra. Isso é perseguição!”, afirmou Bauer, indignado.
Segundo o vereador, o problema vai além do caso isolado:
“Não está acontecendo só com o Alcir. Vejo vários cidadãos sendo prejudicados só porque têm a sigla MDB. Isso é inaceitável! Todo morador que precisa deve ser atendido, independente de partido.”
Bauer também mencionou que o próprio diretor de obras o Zeca, já teria sido beneficiado com materiais públicos em gestões anteriores, sem qualquer restrição.
“Na gestão passada, o Zeca construiu a casa dele e recebeu o material sem problema nenhum. Agora, só porque o Alcir tem outra posição política, dizem que não vão levar. Isso é injustiça e perseguição pura”, completou.
O parlamentar pediu apoio dos demais vereadores e cobrou da prefeita mais transparência e igualdade nas ações da administração pública, afirmando que a prefeitura deve servir a todos os cidadãos, não apenas aos aliados políticos.
“Cada um que precisar deve ser atendido. A estrada, o material, o apoio — tudo isso é do povo. O que não pode acontecer é discriminar quem pensa diferente. Isso não é gestão democrática, é perseguição política”, concluiu.
As declarações geraram murmúrios no plenário e repercutiram entre os presentes, reacendendo o debate sobre favorecimento político e uso seletivo de recursos públicos em Santa Terezinha.

