Raio-X da Política
Dia do professor
Nesta quarta-feira 15 é o dia do professor, em muitos municipios a classe não tem muito que comemorar, pois é esquecida reajustes, na valorização salarial e a carreira são temas sensíveis. Esta mais do que na hora dos nossos governantes darem a atenção merecida aos profissionais.
Bastidores e tropeços na Câmara de São Bento do Sul
Os acontecimentos da última sessão da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul escancararam o que muitos já percebiam nos bastidores: a harmonia entre Executivo e Legislativo anda em frangalhos. O embate entre os vereadores do PL e o presidente da Casa revelou não apenas um clima de desconfiança, mas também um visível cansaço da comunidade diante de tantos desencontros políticos.
Tomazini
Desde o início do mandato do prefeito Tomazini, o relacionamento com o Legislativo vem sendo marcado por estratégias equivocadas e tentativas de intromissão em um poder que deveria atuar de forma independente. A ideia de indicar nomes para a presidência da Câmara foi, sem dúvida, um dos maiores erros políticos do atual governo um desrespeito à autonomia dos vereadores e ao próprio princípio da separação dos poderes.
Força Política
O resultado todos conhecem: a eleição do vereador Gilmar Pollum (PL) para a presidência da Câmara, num arranjo que uniu oposições e descontentes, mostrou que a base governista está longe de falar a mesma língua. E, mesmo com a vitória expressiva de mais de 80% obtida por Tomazini nas urnas, o governo não conseguiu transformar essa força política em capacidade de diálogo.
Não desceu bem
Nos corredores da política local, é visível que a derrota do grupo do prefeito ainda não foi digerida. A tentativa frustrada de interferir no Legislativo deixou feridas abertas e o clima de mágoa é perceptível. Além do constrangimento político, há também o lamento dos que esperavam cargos e funções que, agora, ficaram apenas na promessa.
As viúvas do legislativo
Quem contava com um “empreguinho certo” na Câmara, já comemorava antes da hora e até falava em transição. Mas, como diz o ditado, o jogo só acaba quando termina. A derrota inesperada transformou apoiadores e entusiastas em “viúvas políticas” inconformadas com o resultado democrático que mudou o rumo do tabuleiro.
A disputa que não acaba.
Enquanto isso, o embate entre a base governista e a atual presidência da Câmara ganha novos capítulos a cada semana. Em vez de se dedicarem à elaboração de bons projetos — como defendia o ex-vereador Tadeu do Nascimento, alguns parlamentares parecem mais interessados em discutir “o sexo dos anjos” do que os problemas reais da população.
Quem perde com isso?
A resposta é simples: o cidadão. As brigas internas e o clima de desunião só atrapalham aqueles vereadores que realmente querem trabalhar por São Bento do Sul. Há bons projetos tramitando, há trabalho sendo feito mas o foco parece estar mais em disputas de vaidade do que em resultados concretos.
Diálogo, a ferramenta esquecida.
Quando um projeto não entra em pauta, bastaria uma boa conversa. O diálogo continua sendo a melhor ferramenta da política, mas parece ter saído de moda entre alguns. Nas rodas políticas da cidade, já há quem diga que, se nada mudar, essa tem tudo para ser lembrada como a pior legislatura da história recente de São Bento do Sul.
De olho no futuro.
Pelo andar da carruagem, há quem aposte que o PP deve assumir o comando da Casa nos dois últimos anos do mandato. As articulações já começaram e, como sempre, muita costura será necessária nos bastidores. O que se espera é que, dessa vez, a razão política fale mais alto que o orgulho pessoal.
Chifrudo
Em Rio Negrinho ainda tem alguém com o chifre doendo, e a afirmativa veio do próprio chifrudo.
Serra do Pinheiro Seco
Nesta segunda-feira 13,começou a ser feito o projeto para pavimentação da Serra do Pinheiro Seco em Papanduva. Os novo postes da rede elétrica já estão sendo instalado. O próprio prefeito Tafarel Schons esteve pessoalmente acompanhado os trabalhos.

Adesivaço
Nesta terça-feira 14, um membro do governo municipal de Santa Terezinha informou à coluna que os veículos ainda não adesivados da administração pública já começaram a receber o material de identificação. A medida vem em cumprimento a uma determinação legal que exige que toda a frota municipal esteja devidamente sinalizada. Na prática, essa identificação deveria ser algo automático, sem necessidade de cobrança pública afinal, nenhum veículo oficial da prefeitura deveria circular sem estar corretamente adesivado. É o básico da transparência: o cidadão precisa saber quando um carro é público e a serviço da comunidade.
Pascoal
Na sessão da Câmara de Vereadores, o vereador Pascoal Schultz (PL) não economizou críticas e, como diz o ditado, “pegou pesado” com a administração municipal. Cumpriu o papel que se espera de um legislador: fiscalizar e cobrar. O discurso firme de Pascoal serviu como um alerta ou melhor, um puxão de orelha à gestão da prefeita Valquíria Schwarz, que tem sido alvo de questionamentos sobre falhas administrativas e falta de transparência em alguns setores. E como bem sabemos, em política, um puxão de orelha na hora certa evita dores de cabeça maiores depois.
Pelotão de elite
Enquanto isso, o “pelotão de elite” que defende o governo municipal foi às redes sociais em modo de ataque não para responder às críticas com soluções, mas para mirar na gestão passada. O problema é que o passado, como o próprio nome diz, já passou. A responsabilidade de hoje é da atual prefeita e de sua equipe, que devem responder por seus próprios acertos e erros. Comparar-se ao que foi feito antes não resolve o presente nem constrói o futuro.
O Vereador disse:
“Ele já foi vereador duas vezes aqui no município, foi presidente da casa, trouxe muitos recursos para Santa Terezinha e sempre lutou pela comunidade. Agora está construindo uma casa e não consegue receber uma carga de pedra. Isso é perseguição!”, Vereador Evaldo Bauer (MDB)
“Entre prefeito e povo, sempre vou ficar do lado do povo. Eu não adoro sigla partidária, adoro um Deus que me dá suporte todos os dias”, declarou.
“O vereador Pascoal não é um palhaço. É um ser humano que tem respeito pelas pessoas. Pode ter certeza que medo não existe no meu mandato. Só respeito.” Vereador Pascoal (PL)
“Santa Terezinha já teve uma cadeia leiteira muito forte, hoje praticamente inexistente. Muitos agricultores desistiram pela falta de incentivo e de renda. Essa moção busca, ao menos, garantir o mínimo de dignidade à agricultura catarinense”, Vereador Claúdio Drozdeck (PT)

