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População de Santa Terezinha fica sem acesso a medicamentos controlados após falha de planejamento da Secretaria de Saúde

População de Santa Terezinha fica sem acesso a medicamentos controlados após falha de planejamento da Secretaria de Saúde

Santa Terezinha vive um momento crítico na área da saúde. Há quase um mês, pacientes que dependem de medicamentos controlados distribuídos pela Farmácia Municipal estão sem acesso aos remédios, situação que afeta diretamente pessoas carentes e usuários de tratamentos contínuos muitos deles sem condições de adquirir esses medicamentos por conta própria.

Segundo anúncio amplamente divulgada nas redes sociais, a farmacêutica responsável pela dispensação dos medicamentos da Secretaria Municipal de Saúde entrou em licença maternidade, o que era totalmente previsível para o corpo gestor da pasta. Mesmo sabendo da gravidez da profissional, membros do alto escalão da Secretaria teriam deixado para realizar o processo de chamamento apenas na última hora quando a profissional já estava prestes a se afastar.

A decisão tardia, tomada às vésperas do final de ano, período em que a contratação de profissionais se torna ainda mais difícil, agravou a crise. Até o momento, não há sinais de que um farmacêutico substituto será contratado tão cedo, o que deixa a população em um limbo assistencial sem precedentes.

Pacientes relatam desespero e indignação, afirmando que não sabem como seguirão seus tratamentos. “É um descaso completo. Precisamos desses medicamentos todos os dias, e ninguém nos dá uma resposta”, desabafou uma moradora, que preferiu não se identificar.

O problema também vinha sendo alertado dentro da própria Câmara de Vereadores. Parlamentares já haviam utilizado a tribuna em sessões anteriores para avisar sobre a ausência iminente de profissional e a necessidade de contratação urgente. Apesar dos avisos, segundo os vereadores, a gestão municipal ignorou os alertas repetindo um padrão já observado em outras situações.

Enquanto isso, a população segue pagando o preço da falta de planejamento e da demora nas decisões. Sem farmacêutico, sem medicamentos e sem previsão de solução, o clima é de revolta e insegurança entre os moradores que dependem diariamente do serviço público de saúde.

João Vianna

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