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Entre críticas, promessas e fé: o desabafo que incendiou a Câmara, mas reacendeu esperanças em Santa Terezinha através do legislativo

Entre críticas, promessas e fé: o desabafo que incendiou a Câmara, mas reacendeu esperanças em Santa Terezinha através do legislativo

O plenário da Câmara Municipal viveu uma tarde pouco comum: emoção, revolta, recados indiretos e, acima de tudo, um discurso carregado de esperança. O vereador Pascoal Schultz (PL) transformou a Palavra Livre em um desabafo que misturou crítica, fé, bastidores de Brasília e anúncios de recursos que, segundo ele, devem mudar a realidade de Santa Terezinha especialmente do distrito do Craveiro.

Em tom firme, Schultz rebateu críticas frequentes sobre a busca por emendas parlamentares e defendeu a transparência do processo. “A população precisa saber de onde vêm os recursos e como serão aplicados”, afirmou, elogiando a presença da secretária regional Raquel, a quem agradeceu por trazer uma pauta “que é o futuro das nossas crianças: a educação”.

“Não fomos a Brasília tirar fotos”

O vereador relatou a viagem recente à capital federal com o colega Laércio Bacchini e o servidor Bruno. A missão, segundo ele, não foi turística.
“A gente deixou a família, deixou as obrigações. Fomos lá para reivindicar, enfrentar portas fechadas. Recebemos nãos, viramos noites preocupados. Mas a vontade de Deus prevaleceu”, disse.

Schultz destacou que muitos parlamentares ignoram cidades pequenas a famosa política dos votos. E foi aí que surgiu o nome mais inesperado do discurso: o deputado federal Zé Trovão, que, segundo o vereador, sequer recebeu votos no município, mas demonstrou “um olhar diferenciado pela família terezinhense”.

A promessa de até R$ 8 milhões: “Faz de cinco, que eu cubro”

O momento mais polêmico e também o mais comemorado do discurso foi a promessa feita por Zé Trovão para pavimentação e melhorias no distrito do Craveiro.

Schultz conta que levou ao deputado um pedido de R$ 3 milhões, mas ouviu que era pouco:
Volta para o hotel, faz um ofício de cinco milhões. Se custar oito, eu faço”, teria garantido o parlamentar.

O vereador defendeu-se das críticas de quem afirma que “emenda boa é emenda na conta”:
“Peço que me expliquem qual semente a gente planta hoje e colhe amanhã. Não existe. Há um processo. O recurso anunciado é fruto de compromisso, não de invenção”.

Senador Seif também promete: “É contigo, vereador”

A viagem a Brasília rendeu ainda outra promessa, desta vez do senador Jorge Seif, que recebeu Schultz em meio a uma sala cheia de prefeitos e vereadores.

Segundo o relato, Seif interrompeu a agenda e anunciou ali, diante de todos:
“Eu vou contribuir com um milhão de reais para o distrito do Craveiro”.
E autorizou o vereador a divulgar o compromisso nas redes sociais: “Vale mais que documento de cartório”.

Mais recursos garantidos: saúde, agricultura e reforma de posto

Durante a fala, Schultz também mencionou recursos já assegurados por outras autoridades, como:

  • R$ 150 mil via Carol Detone para reforma da Unidade Básica de Saúde da Baía do Itajaí;
  • R$ 200 mil destinados a associações de agricultores;
  • Emendas anteriores de diversos parlamentares que, segundo ele, já chegaram ao município.

Entre críticas, fé e política

O discurso, embora inflamado, encerrou com tom conciliador. Schultz insistiu que não fala de campanha, mas de “trabalho”, e que Santa Terezinha depende de aliados estaduais e federais para avançar.

E, novamente, atribuiu tudo ao divino:
“Algumas portas se fecharam. A gente reza por eles. Mas Deus abriu um portão, e Santa Terezinha será contemplada”.

Esperança e expectativa

O pronunciamento repercutiu dentro e fora da Câmara. Provocou debates, mas também acendeu expectativas. Agora, os moradores aguardam que as promessas — algumas reforçadas com emoção e público se transformem em obras concretas.

E Schultz, por sua vez, garantiu: até fevereiro, os parlamentares voltarão ao município para confirmar, pessoalmente, os compromissos assumidos.

Se o discurso incendiou o plenário, também deixou uma fagulha de esperança no ar:
a de que, finalmente, o Craveiro saia da lama e da poeira e que Santa Terezinha colha os frutos de tudo o que foi “plantado” em Brasília.

João Vianna

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