Banner
Banner
Banner
Banner

Revolta e Libertação: Um Grito Coletivo Pela Luta Antirracista

Revolta e Libertação: Um Grito Coletivo Pela Luta Antirracista

O projeto de montagem Revolta e Libertação, uma obra de enfrentamento e afirmação da luta antirracista, encerrou hoje suas atividades na Escola Rodolfo Berti, em São Bento do Sul. A criação foi interpretada pelo atuador Robson Rodrigues, com proposição geral de Robson Henrique, por meio do Edital Arno Fendrich
O projeto entregou dois ensaios abertos, aproximando a comunidade escolar do processo criativo e do debate sobre as violências históricas e contemporâneas do racismo. Hoje, o trabalho ganhou sua forma plena, com duas sessões completas da peça, ambas marcadas por forte presença e participação de estudantes da rede municipal.

A peça apresenta um histórico da chegada dos primeiros negros ao Brasil, na Bahia, e percorre os quase 400 anos de escravidão que marcaram profundamente o país e ainda deixam vestígios sociais evidentes. É comovente ver estudantes sustentando discursos antirracistas — exatamente a premissa e o desejo central do espetáculo.

A plateia, formada por alunos da Escola Municipal, recebeu a obra com intensidade e maturidade. Houve riso, houve choro, houve silêncio reflexivo — e, sobretudo, houve entendimento. A peça provocou discussões, abriu espaço para empatia e mostrou que a arte, quando comprometida com sua função social, transforma.

O desfecho de cada sessão foi um dos momentos mais potentes: todos, artistas e público, de mãos fechadas em punho erguido, gritaram juntos “Luta antirracista!” — um gesto simples, mas carregado de significados, ecoando a urgência de combater o racismo em todas as suas formas.

Revolta e Libertação cumpriu seu papel: sensibilizou, mobilizou e reafirmou que o caminho da arte também é o caminho da resistência.

Equipe: Luciana Rodrigues (produção), Andriele Emmerich (fotografia e videos), Zé Sozinho (produção)e Thiago Barba, Alexandra Meinchein arte edições, Rafael Rodrigues, Maria Eduarda de Souza entre outros.

João Vianna

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *