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Sessão histórica escancara contradições: “Tem dinheiro parado, professor sem receber e SAMU atrasado”: sessão pega fogo e mostra problemas na gestão de Santa Terezinha

Sessão histórica escancara contradições: “Tem dinheiro parado, professor sem receber e SAMU atrasado”: sessão pega fogo e mostra problemas na gestão de Santa Terezinha

O que era para ser apenas uma sessão histórica de aprovação de obra virou um verdadeiro raio-X da administração municipal. O dia 28 de janeiro de 2026 ficou marcado não só pelo avanço na infraestrutura, mas pelo clima tenso, cobranças públicas e denúncias de dinheiro parado, dívidas e promessas não cumpridas em Santa Terezinha.

Durante a sessão extraordinária da Câmara, o vereador Pascoal Schultz (PL) subiu o tom ao discutir o Projeto de Lei nº 007/2026, que autoriza um financiamento de R$ 8 milhões para a ligação asfáltica entre o Alto Vale e o Planalto Norte obra articulada pelo deputado Oscar Gutz (PL), reconhecido em plenário como peça-chave do projeto.

Mas o discurso não foi só de aplauso. Foi de alerta.

“É dinheiro do povo. E tudo que passa por essa Casa precisa ser analisado com responsabilidade”, disparou Pascoal.

Dinheiro parado e contas atrasadas

A fala do vereador ecoou o que muita gente já comenta nas ruas: como assumir mais uma dívida milionária se o básico não está em dia?

Pascoal escancarou os números:

  • Professores sem receber;
  • Emendas impositivas do ano passado não pagas;
  • R$ 2,5 milhões enviados pelo deputado Oscar Gutz parados há mais de 130 dias na conta da Prefeitura, sem aplicação.

“A população pergunta: vão financiar mais R$ 8 milhões, enquanto o dinheiro que já está em caixa não foi usado?”, questionou.

Avanço, sim mas com vigilância

Mesmo com o tom crítico, o vereador reconheceu que o asfalto representa desenvolvimento, menos poeira, menos barro e mais progresso para quem vive e passa pelo trecho. Segundo ele, depois de pronta, a estrada também reduz gastos da Prefeitura com manutenção.

Mas o alerta veio logo em seguida: quem vai cuidar disso depois é o DMR, setor que, segundo Pascoal, hoje enfrenta abandono.

“Máquinas quebradas, sucateadas, estradas do interior largadas”, denunciou.

Como exemplo, citou a localidade do Craveiro, que estaria há cerca de 20 dias sem retroescavadeira, após uma máquina deslocada do Rio da Anta retornar sem resolver o problema.

SAMU atrasado vira alvo de cobrança pública

O momento mais tenso da sessão veio com a cobrança direta pela demora na implantação da base do SAMU em Santa Terezinha. Tanto o vereador Pascoal Schultz quanto o deputado Oscar Gutz cobram explicações da prefeita.

Segundo foi dito em plenário, a ambulância já está pronta e disponível para entrega no SAMU catarinense, mas o município ainda não conseguiu implantar a base necessária.

Durante a sessão, a prefeita teria feito sinais discretos, mencionando a criação de conselho e falta de recursos justificativas que não convenceram.

“Não tem essa de conselho. O prazo da base está vencendo”, foi o recado dado em tom duro.

A cobrança deixou claro o risco: Santa Terezinha pode perder a base do SAMU por falta de ação, colocando em jogo o atendimento de urgência e emergência da população.

Legislativo promete fiscalizar

Sem espaço para palavra livre, conforme o regimento da sessão extraordinária, Pascoal ainda fez questão de registrar que os vereadores vão acompanhar cada etapa da obra.

“O que a gente vê por aí é asfalto que não dura, buraco aparecendo rápido. Cabe ao Legislativo fiscalizar”, afirmou.

A sessão terminou com um recado claro: a obra é importante, o desenvolvimento é necessário, mas a paciência da população está no limite. Com dinheiro parado, dívidas acumuladas e serviços essenciais atrasados, como o SAMU, Santa Terezinha vive um momento em que o povo cobra, e a política precisa responder.

João Vianna

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