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Planalto Norte pode voltar a discutir representatividade regional na Alesc

Planalto Norte pode voltar a discutir representatividade regional na Alesc

A presença das mulheres nas urnas poderá ser um diferencial na região

O Planalto Norte Catarinense começa a entrar no debate sobre representatividade regional na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para a eleição de 2026. O cenário político atual abre a possibilidade de a região voltar a eleger um nome próprio para o parlamento estadual.

Entre os nomes mencionados nas articulações políticas do PL está o da prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel que é a única mulher pré-candidata da sigla na região. Dentro do atual contexto partidário, ela aparece como uma das possíveis candidaturas de grande expressão feminina do Partido Liberal (PL) na região. Com a decisão do prefeito de São Bento do Sul, Tomazini, de não disputar o cargo, o quadro regional tende a concentrar menos nomes da mesma sigla na corrida eleitoral.

A expectativa dentro do partido é de crescimento da bancada na Alesc. Atualmente com 11 deputados estaduais, o PL trabalha com a projeção de ampliar sua representação para até 15 cadeiras no próximo pleito. Nesse cenário, lideranças partidárias avaliam que nomes com forte votação podem contribuir para ampliar a bancada, caso de parlamentares com maior densidade eleitoral.

Na eleição de 2022, o último candidato do PL a garantir vaga na Assembleia foi Soratto, eleito com 25.622 votos. O número é frequentemente citado em análises políticas como referência para avaliar o desempenho mínimo necessário para alcançar uma cadeira, dependendo da composição partidária e do quociente eleitoral.

Especialistas em análise eleitoral costumam apontar que a distribuição dos votos dentro das regiões influencia diretamente o resultado das eleições proporcionais. Quando há grande dispersão entre diferentes candidaturas, as chances de eleger representantes locais podem diminuir. Por outro lado, a concentração de votos em determinados nomes pode aumentar a competitividade regional dentro das coligações partidárias.

No caso do Planalto Norte, o debate sobre a eleição de um representante próprio envolve lideranças políticas, prefeitos e partidos que atuam nos municípios da região. Ter um deputado estadual identificado com as demandas locais é frequentemente apontado como fator que pode fortalecer a articulação por investimentos e projetos junto ao governo estadual.

Uma pesquisa de sondagem realizada no ano passado pelo Instituto Vanguarda, nos municípios que integram a Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), indicou que o nome de Juliana Maciel aparece citado em sete dos dez municípios quando o tema é a disputa para deputado estadual em 2026. O levantamento teve caráter exploratório e buscou medir tendências iniciais do cenário político regional.

Juliana Maciel também está em seu segundo mandato como prefeita de Canoinhas e, caso venha a disputar as eleições estaduais, o município passaria a ser administrado pela vice-prefeita Zenilda Lemos, conforme prevê a legislação eleitoral.

Embora o cenário ainda esteja em fase inicial e dependa de definições partidárias e alianças políticas, lideranças regionais já começam a discutir estratégias para ampliar a presença do Planalto Norte na política estadual. Nos próximos meses, a consolidação ou não de candidaturas deve indicar se a região conseguirá transformar o debate sobre representatividade em uma candidatura competitiva nas eleições de 2026.

João Vianna

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