Banner
Banner
Banner
Banner

Empresários de SC são condenados por ajudar a pagar ônibus para atos de 8 de janeiro

Empresários de SC são condenados por ajudar a pagar ônibus para atos de 8 de janeiro

Empresários de Corupá, no Norte catarinense, estão entre os condenados a 14 anos de prisão

Dois empresários de Corupá, no Norte de Santa Catarina, foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participação no financiamento dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão também condena um terceiro réu de Santa Catarina.

Os condenados são os empresários Rene Afonso Mahnke e Alcides Hahn, ambos de Corupá, além de Vilamir Valmor Romanoski, de Brusque. A Primeira Turma do STF julgou a ação penal procedente e fixou pena de 14 anos de prisão, com início em regime fechado.

Segundo a decisão, os três foram considerados culpados pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

De acordo com a ação, os réus atuaram como financiadores e incentivadores dos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Financiamento de ônibus

As investigações apontaram que os empresários Rene Mahnke, Alcides Hahn e Vilamir Romanoski contribuíram financeiramente para custear um ônibus que saiu de Santa Catarina rumo à capital federal dias antes dos ataques.

Segundo a Polícia Federal, o veículo partiu de Blumenau com destino a Brasília no dia 5 de janeiro de 2023, transportando 41 pessoas. Entre os passageiros, havia ao menos um participante direto das invasões ocorridas em 8 de janeiro.

A apuração indicou que os três réus participaram do pagamento do transporte utilizado pelo grupo.

Argumentos da defesa

Durante o processo, as defesas dos empresários de Corupá negaram envolvimento direto nos atos.

No caso de Rene Mahnke, os advogados afirmaram que a acusação se baseia apenas em um PIX de R$ 1 mil para a empresa responsável pelo ônibus, sem prova de que ele tenha participado dos atos ou aderido a qualquer plano golpista.

Já a defesa de Alcides Hahn argumentou que a acusação se sustenta em uma transferência de R$ 500, sem comprovação de que o valor teria sido destinado ao financiamento da viagem ou que ele soubesse de eventual finalidade ilícita.

Indenização

Além das penas de prisão, os três condenados também foram responsabilizados pelo pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor que deverá ser pago de forma solidária com outros condenados e destinado a um fundo previsto na Lei de Ação Civil Pública.

A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, em julgamento realizado em sessão virtual entre 20 e 27 de fevereiro de 2026, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Defesa de um dos réus condenados pelo 8 de janeiro diz que vai recorrer da decisão

A defesa de Vilamir Valmor Romanoski, representada pelo advogado Leandro Allein, informou que pretende recorrer da decisão. Segundo ele, a condenação segue o mesmo padrão aplicado a outros réus julgados pelos atos de 8 de janeiro “Porém, a resposta denegatória e o padrão ofensivo adotado pelo ministro Alexandre perante os réus também já é esperado”, escreveu.

O advogado também criticou o julgamento e afirmou que a denúncia seria baseada em “retórica distorcida dos fatos”, citando que até “bolinhas de gude” teriam sido usadas para caracterizar grupo armado, embora, segundo ele, não tenha sido apreendida arma de fogo. Ele também alegou que os ônibus foram orientados pela polícia a permanecer em um pátio em Brasília, o que, na visão da defesa, indicaria uma “armadilha” aos manifestantes. Vilamir responde em liberdade.

Fonte ND+

João Vianna

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *