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Gravação de câmera corporal de PM ajuda a elucidar e condenar homicidas no Oeste

Gravação de câmera corporal de PM ajuda a elucidar e condenar homicidas no Oeste

Três réus foram condenados por morte de homem em júri na comarca de Chapecó 

Em sessão do Tribunal do Júri da comarca de Chapecó que teve início às 9h30min de quinta-feira e só terminou nas primeiras horas desta sexta-feira, 10 de abril, dois homens e uma mulher foram condenados por homicídio.

Os homens, que executaram a vítima com 11 disparos de arma de fogo, foram sentenciados em 14 anos e dois meses de reclusão e em 18 anos e oito meses de reclusão – ambos em regime fechado.

A mulher, acusada de ser a mandante do crime, recebeu pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial aberto. O crime foi registrado em 5 de abril de 2023, no bairro Efapi. Uma conversa gravada por câmera corporal que um policial militar portava ajudou a elucidar o crime.

De acordo com a denúncia, a vítima manteve um relacionamento amoroso por dois anos com a ré. Ao descobrir uma traição com um dos réus, a vítima teria ido à residência da ex-companheira e, após agredi-la fisicamente, teria cortado o cabelo da mulher com uma faca. Para se vingar, a mulher teria contratado os demais réus para cometer o crime.

Os homens foram condenados por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo – um deles com a agravante de numeração suprimida. A ré respondeu por homicídio simples, com reconhecimento da situação de crime privilegiado, já que agiu mediante o domínio de violenta emoção após ter os cabelos cortados. Um quarto réu que também foi julgado na sessão, acusado de dirigir para o grupo e garantir a fuga após o crime, foi absolvido por falta de provas.

Ao longo das quase 16 horas de trabalho, foram ouvidas quatro testemunhas e interrogados os quatro réus. Havia expectativa de que o júri durasse até dois dias. Um destaque da sessão foi a atuação de um policial militar que atuou na ocorrência. Em depoimento, ele contou que transportava a ré para o presídio por outra ocorrência.

Em uma conversa despretensiosa, a mulher contou sobre o homicídio. Tudo foi gravado pela câmera corporal que o militar utilizava. Assim, teve início a apuração dos fatos. A atitude do servidor público, além de sua função, foi citada e elogiada durante o júri. A sentença condenatória foi lida pelo juiz substituto da 2ª Vara Criminal da comarca de Chapecó. 

Imagens: Divulgação/TJSC

João Vianna

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