Raio-X da Política
Mathias Nossol
Para muita gente dentro do Paço Municipal de São Bento do Sul, o problema da Mathias Nossol já estaria “resolvido”. Só esqueceram de avisar os buracos, que continuam aparecendo em ritmo de reprodução acelerada. A cada dia nasce um novo. Do jeito que está, a rua já poderia ser oficialmente rebatizada de “Rua dos Cones”. E, para completar o pacote, só faltava mesmo algum iluminado inventar de colocar canteiros no meio da pista.
Nepotismo
Chegou até esta coluna uma denúncia de possível nepotismo dentro da administração pública de São Bento do Sul. Calma, antes que alguém tenha um chilique: é apenas uma denúncia e precisa ser apurada. Mas a história chama atenção porque casos semelhantes, quando confirmados, já terminaram com exonerações e ajustes de conduta. A pergunta é: será que teremos mais um capítulo da novela “Quem Indicou Quem?”?
Josias Terres
O secretário de Educação de São Bento do Sul, Josias Terres, parece ter descoberto a melhor resposta para quem trabalha nos bastidores para derrubá-lo: trabalhar. Enquanto alguns gastam energia tentando puxar o tapete, Josias e sua equipe aparecem com resultados, trabalho e prêmios. Já os estrategistas do “derruba secretário” continuam tropeçando nos próprios problemas. Afinal, Mathias Nossol continua lá, a Avenida São Bento continua lá e os canteiros também. Mas isso é só um detalhe…
Canteiro suicida
A Avenida São Bento ganhou os famosos canteiros, uma obra de engenharia que conseguiu unir comerciantes, motoristas e moradores em um sentimento comum: preocupação. Alguns acidentes já aconteceram, felizmente apenas com danos materiais. Mas a pergunta continua: será preciso esperar acontecer algo mais grave para alguém admitir que talvez a ideia não tenha sido tão brilhante assim? Porque, se depender da teimosia, daqui a pouco o canteiro ganha até CEP próprio.
Vote em quem é daqui
Todo ano eleitoral é a mesma ladainha: “Vote em quem é daqui!” A campanha é bonita, o slogan é bonito, as fotos são bonitas e as intenções são maravilhosas. Só esqueceram de combinar com alguns prefeitos, lideranças e seus respectivos séquitos, que continuam fazendo campanha para candidatos de fora. No discurso, regionalização. Na prática, cada um puxa a sardinha para o seu candidato. E o eleitor? Bem, esse assiste ao espetáculo da arquibancada.
Papanduva unida para cuidar de quem precisa!
Depois do forte temporal que atingiu Papanduva, deixando destelhamentos, árvores caídas e diversos prejuízos, as equipes municipais foram para a rua atender as famílias. Na sexta-feira à noite chegou uma carga de eternites e, sem esperar o sol nascer para fazer reunião, o material começou a ser entregue. No sábado, o trabalho continuou. Quando o problema aparece, não adianta fazer postagem bonita: tem que colocar a equipe na rua. E, nesse caso, Papanduva colocou.
Pedir voto
Tem candidato achando que eleição se ganha com três artes no Instagram, meia dúzia de vídeos e uma foto com cara de estadista. Meus queridos, o eleitor ainda existe fora da internet! Tem candidato que precisa urgentemente sair das redes sociais e descobrir que rua, bairro e comunidade também existem. O amadorismo de algumas assessorias chega a ser patrimônio cultural. Tem gente tão perdida que consegue colocar o candidato no mato e ainda publicar a localização. Ainda dá tempo de contratar quem entende de campanha. Porque tem campanha por aí que parece ter sido planejada durante o churrasco de domingo.

Saindo do papel
A pavimentação entre a sede de Santa Terezinha e Rio da Anta finalmente começa a sair do papel. E olha que não faltou papel para essa obra chegar até aqui. É uma obra esperada há anos e que agora começa a ganhar forma. Vai ter barro, poeira, transtorno, reclamação e, provavelmente, alguém dizendo que “antes estava melhor”. Faz parte. Para fazer omelete, é preciso quebrar os ovos. O importante é que, dessa vez, os ovos foram quebrados para fazer a estrada e não apenas para fazer promessa.
Adesivaço
O final de semana foi de adesivaço para candidatos do Alto Vale. Carro adesivado para cá, carro adesivado para lá e aquele velho ritual eleitoral: “estou fechado com fulano”. Depois que praticamente acabaram as placas nas residências devido a lei eleitoral, o veículo virou o novo outdoor. Só falta inventarem o “adesivaço premium”, com direito a faixa, bandeirinha e santinho no porta-luvas. E, claro, tudo com muita fé, pois adesivo também transfere voto.

UVESC
Vereadores e servidores da Câmara de Santa Terezinha estão participando em Florianópolis do Seminário Estadual da UVESC. Capacitação, troca de experiências e aprendizado são sempre importantes. Afinal, vereador que acha que já sabe tudo geralmente é justamente aquele que mais precisa participar de um curso.
Fique a dica
O voto de cabresto morreu faz tempo. O eleitor vota em quem quiser, quando quiser e sem precisar apresentar justificativa para coronel político nenhum. Mas seria muito interessante se as lideranças e associações empresariais fizessem uma coisa simples: mostrassem quanto cada deputado com mandato trouxe para os municípios da região. Sem discurso, sem santinho e sem maquiagem. Só números. Aí o eleitor poderia comparar quem trabalhou, quem apareceu para tirar foto e quem descobriu a região apenas quando começou a pedir voto. Tem candidato novo querendo oportunidade? Então que mostre trabalho. E que os antigos mostrem os números. Afinal, na política, memória curta é uma maravilha… principalmente para quem não quer prestar contas.
