Candidato cobra punição de PMs e João Rodrigues defende a polícia em debate
O confronto entre os candidatos ao governo de Santa Catarina no último debate antes do primeiro turno, realizado pela NSC TV, foi marcado por um embate direto sobre segurança pública. Gelson Merisio (PSB), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cobrou o afastamento de policiais militares envolvidos na ocorrência com a candidata petista Fernanda Klitzke em Jaraguá do Sul. Em contrapartida, João Rodrigues (PSD) tratou o episódio como um caso isolado e saiu em defesa da corporação.
Abordagem policial e acusações de violência A polêmica surgiu quando Merisio questionou o adversário sobre a imagem do Estado, afirmando que autoridades locais teriam exaltado a violência e prejudicado o turismo catarinense. O candidato do PSB utilizou o caso ocorrido em 12 de setembro para endurecer as críticas. Segundo seu relato, a advogada e candidata foi agredida durante uma comemoração política no município após a PMSC ser acionada por causa de som alto. Vídeos registraram o momento em que ela foi derrubada e atingida por munição de menor potencial ofensivo, situação que gerou inquérito na Polícia Federal e investigação na Corregedoria.
Defesa da PMSC e o debate sobre feminicídio Antes de rebater as acusações, João Rodrigues mencionou o impacto emocional sofrido por sua família após ter sua prisão de 2018 resgatada na propaganda eleitoral adversária. Ao responder sobre a segurança, o ex-prefeito desviou o foco para a ausência de políticas públicas estaduais voltadas ao combate ao feminicídio. O candidato do PSD rechaçou qualquer associação de Santa Catarina ao racismo e enfatizou a força da população local.
Ações isoladas e o papel da corregedoria Ao tratar diretamente da abordagem em Jaraguá do Sul, o postulante pelo PSD adotou uma postura de apoio à instituição policial. O candidato afirmou que o caso deve ser tratado como um fato isolado e defendeu a atuação da força de segurança estadual.
Investigações e cenário eleitoral Enquanto o caso segue sob apuração na Corregedoria da Polícia Militar e na Polícia Federal sem conclusão definitiva, o episódio ganhou forte repercussão política no Estado. O debate mediado por Fabian Londero reuniu também o atual governador Jorginho Mello (PL) e Ralf Zimmer (PRD), marcando o último encontro televisivo antes da votação do primeiro turno.


