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Presidente do Avaí detalha trâmites para conclusão da venda da SAF

Presidente do Avaí detalha trâmites para conclusão da venda da SAF

A diretoria do Avaí está concentrada na elaboração de documentos jurídicos complexos para oficializar a venda da SAF do clube para a empresa Kactus Capital. A fase de auditoria, conhecida como diligência, foi concluída após cerca de 60 meses dias, permitindo que a gestão catarinense avançasse para a redação dos termos contratuais necessários.

O andamento dos acordos jurídicos

O presidente do Avaí, Bernardo Pessi, detalhou em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira que o processo exige cautela extrema devido à complexidade técnica exigida para regular o aporte financeiro.

— Nós precisamos agora de contratos, que nós chamamos de auxiliares, que são os contratos que vão dizer como aquele investimento vai acontecer, com que datas, em que parcelas. Tudo isso demanda um contrato gigantesco e muito complexo.

O dirigente confirmou que a primeira versão do documento específico de investimento já está sob análise interna antes de ser enviada para a Kactus Capital.

— Já temos essa versão de contrato, estamos prestes a encaminhar para a Kactus pra gente conseguir fazer o avanço e conclusão pra um dos vários contratos. Isso ainda não aconteceu, a gente não assinou, mas a gente já tem uma primeira versão dele em análise para que consiga avançar. Isso é um contrato específico de investimento — explicou Bernardo Pessi, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

Próximas etapas burocráticas

Além do documento inicial de investimento, o cronograma prevê a criação do acordo de acionistas, do estatuto da Sociedade Anônima do Futebol, além das normatizações para o uso de espaços e direitos de superfície.

— Isso gera, naturalmente, a necessidade de fazer contratos bem cuidadosos e complexos, que são os que vão nortear esse ciclo. Do ponto de vista financeiro, vencida a diligência, a confecção desse contrato de investimento, que diz como que esse dinheiro aporta no clube, com as regras de dropdown dos ativos pra dentro da SAF, tudo isso tá dentro dessa minuta que já existe, que precisa de alguns ajustes e detalhes, para que possamos avançar para uma assinatura.

Devido à lentidão natural dos trâmites legais, a presidência evitou estipular um prazo exato para a finalização do negócio.

— É muito difícil afirmar que vai ser amanhã ou em um mês. Ela não vai andar no mesmo ritmo que anda o futebol, por isso que a gente não deixa de tomar as decisões que tem que tomar.

Impacto da fase esportiva

Atualmente na 17ª posição e integrando a zona de rebaixamento da Série B restando oito rodadas para o término da competição, o clube catarinense convive com a pressão esportiva. No entanto, a cúpula garante que o desempenho em campo não interfere na transação.

Bernardo Pessi afirmou que manteve contato recente com os representantes do grupo investidor e obteve a garantia de que o projeto segue inalterado, independentemente da divisão que o time disputará na próxima temporada.

— Não há absolutamente nenhum temor de queda na negociação em razão do rendimento desportivo. Ontem, inclusive, eu falei com o Rafael Dantas, que reafirmou o compromisso dele com o negócio assumido e disse que está empolgado, pronto, com os recursos, com os investidores e que não cogita dar passos atrás em relação à negociação em decorrência da questão desportiva.

O dirigente também pontuou que o contrato aprovado acautela o clube frente a diferentes cenários esportivos futuros.

— Qualquer que seja o cenário, e vai ser de Série B no ano que vem, não tenho dúvida disso, mas o próprio contrato que foi aprovado, ele prevê os diferentes cenários, de Série A, B e C, com condições específicas diferentes. Então, a gente tá calçado em relação a esse aspecto — completou Pessi.

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