Lula desafia adversários e nega ter recebido oferta de propina
A três dias do primeiro turno das eleições, no qual busca a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que nenhuma pessoa jamais teve a iniciativa de lhe oferecer qualquer tipo de suborno. A manifestação ocorreu no encerramento de sua participação no Flow Podcast, transmitido na noite de quinta-feira (1º) e conduzido pelo apresentador Igor Coelho.
Ao abordar sua vida pública, o mandatário lançou um desafio direto aos seus opositores políticos: “Eu duvido você encontrar um desgraçado nesse país que um dia fala pra você: ‘Eu ofereci cinco reais de propina pro Lula’. Eu duvido. Duvido. Pode procurar os bolsonarista”.
Na sequência, o petista argumentou sobre a postura que adota diante de eventuais propostas ilícitas. “Jamais alguém teve coragem, porque quando o cara falar ‘me ofereceram corrupção’, é porque na cara dele tá escrito: me ofereça que eu aceito. Na minha tá escrito: nem venha, porque eu não aceito”, declarou, acrescentando que quem tenta algo ilícito é afastado de seu convívio, “porque senão esse país não dá certo”.
Críticas à Lava Jato e memórias do cárcere
Ao longo da conversa, o chefe do Executivo resgatou o período em que foi alvo de apurações e processos judiciais. “Quando eu tava sendo acusado da Lava Jato, eu cansei de desafiar empresário, banqueiro, meus inimigos. Mostre um telefonema meu com alguém”, disse ele, antes de completar: “Mostre um centavo na minha conta bancária”. Em seguida, citou conselhos que ouvia de sua mãe: “Ela dizia: ‘Meu filho, caráter e dignidade, a gente não aprende na escola e a gente não compra em supermercado, a gente nasce com ele’”.
Lula também explicou o motivo de ter se entregado à Polícia Federal em vez de deixar o país ou pedir refúgio diplomático. O presidente enfatizou que tomou a decisão porque “queria provar o canalha que era o Moro” e “o bandido que era o Dallagnol”, em referência ao então magistrado Sergio Moro e ao ex-procurador Deltan Dallagnol.
Sobre as acusações imobiliárias que motivaram suas condenações, afirmou: “Acusaram que eu tinha uma desgraçada duma chácara, era só mostrar que a chácara era minha. Nunca conseguiram mostrar”. A respeito do apartamento no litoral paulista, informou estar acionando a Justiça para reaver valores: “Ninguém que me acusou pediu desculpa. Ninguém”.
O histórico das condenações e decisões do STF
O petista acumulou duas condenações no âmbito da Operação Lava Jato. No processo relativo ao triplex do Guarujá, Moro o sentenciou em julho de 2017 a nove anos e seis meses de prisão sob acusação de “recebimento de vantagem indevida da construtora OAS”. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no início de 2018, com a pena ampliada para 12 anos e um mês. Em decorr

