São Paulo é campeão inédito do Brasileirão Feminino no Morumbis
Em uma tarde inesquecível para o futebol brasileiro, as Soberanas alcançaram o topo nacional pela primeira vez em sua história. Em 3 de outubro de 2026, o São Paulo assegurou a conquista inédita da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino ao empatar por 1 a 1 diante do Corinthians. A equipe tricolor fez valer a vitória por 2 a 1 conquistada no jogo de ida, na Neo Química Arena, para celebrar a taça diante de sua torcida.
Novo recorde continental de público
O palco da consagração não poderia ter recebido melhor moldura. O estádio do Morumbis registrou a presença de 49.405 torcedores, estabelecendo a maior marca de público em uma partida entre clubes de futebol feminino em toda a América do Sul. A festa tricolor quebrou o recorde anterior, estabelecido na decisão de 2024, quando mais de 44 mil corintianos compareceram à arena rival para acompanhar a final entre as mesmas equipes.
Primeiro tempo agitado e igualdade no placar
Assim como na primeira partida da final, as redes balançaram cedo. Logo aos 10 minutos, a lateral Bia Menezes avançou pela ponta esquerda e arriscou direto para a meta, surpreendendo a goleira Nicole com um arremate de ângulo fechado para colocar as mandantes à frente.
Com a desvantagem agregada ampliada, as Brabas partiram para a pressão e conseguiram o empate aos 18 minutos. Após corte equivocado da goleira Carlinha na grande área, a bola rebateu em Juliete e ultrapassou a linha fatal. O São Paulo quase retomou a liderança minutos depois em cabeceio de Crivelari, mas o lance foi anulado por impedimento.
Defesa de pênalti garante a festa tricolor
Na etapa complementar, o Corinthians subiu a marcação e criou oportunidades perigosas com Jaqueline e Jhonson. O instante decisivo do confronto ocorreu aos 20 minutos, quando a árbitra foi chamada ao VAR e assinalou pênalti após falta de Robinha em Érika dentro da área.
Na cobrança que poderia empatar o placar agregado e forçar a disputa por penalidades, Gabi Zanotti bateu rasteiro no canto esquerdo, mas a goleira Carlinha se redimiu do lance do gol e fez defesa segura, sem rebote. Apesar da pressão final e dos mais de nove minutos de acréscimos, o São Paulo segurou o resultado para desatar o grito de campeão.
Quebra de soberania e tradição paulista
O troféu interrompe uma dinastia histórica do rival alvinegro, que havia levantado as últimas seis taças da competição nacional e disputado dez finais consecutivas. Por outro lado, a conquista são-paulina mantém uma sequência dominante: há dez edições consecutivas o título do Brasileirão Feminino fica no estado de São Paulo — período que contempla sete títulos do Corinthians, um do Santos, um da Ferroviária e este do Tricolor.



