Carol De Toni vota em Chapecó e aponta comando do Senado como foco
A deputada federal Carol De Toni (PL), candidata ao Senado por Santa Catarina, votou na manhã deste domingo (4) em Chapecó, cidade do Oeste catarinense onde nasceu. Após registrar seu voto, a parlamentar conversou com a imprensa e declarou que, caso seja eleita, sua principal missão será modificar a liderança da Casa legislativa.
Foco na presidência do Senado e críticas a Brasília
A candidata sustentou que a população demonstra desgaste com o cenário político da capital federal. “O brasileiro que trabalha, que se esforça todo dia e tem muitas obrigações, tá cansado de olhar pra Brasília e ver autoridades que estão acima da lei”, declarou a deputada, ao defender a escolha de um novo dirigente para o Senado que esteja alinhado com a transparência e a Constituição.
“Acho que a nossa principal missão chegando no Senado é mudar a presidência do Senado, colocando um presidente que esteja realmente comprometido com a lei, com a Constituição e com os princípios de transparência, de moralidade da máquina pública”, afirmou.
Posicionamento sobre os atos de 8 de janeiro e impunidade
Durante a conversa com os jornalistas, a postulante ao cargo de senadora afirmou que o Parlamento deve atuar para assegurar justiça a partir do próximo ano. Ela mencionou os indivíduos detidos em decorrência dos protestos de 8 de janeiro de 2023, argumentando que eles estão presos “injustamente, sem ter cometido crime algum além de dano” e que “já deveriam tá todos soltos”.
Cabe ressaltar que o Supremo Tribunal Federal condenou os envolvidos por delitos como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e associação criminosa armada. Além disso, a deputada exigiu rigor contra crimes de colarinho branco: “Eu acho que essa impunidade é algo que dá um péssimo exemplo para os cidadãos que cumprem as suas obrigações”, pontuou.
Propostas econômicas e apelo à participação eleitoral
No setor econômico, a candidata criticou a gestão federal atual e apontou o endividamento de empresas e famílias. Ela defendeu “uma reforma administrativa e uma reforma tributária que realmente reduza tributo”, além de afirmar que “a política econômica do nosso país, ela tá quebrando o nosso país”. Sobre a disputa pela presidência da República, avaliou que o pleito é determinante: “A gente depende de uma mudança de rumo pra poder salvar o nosso país”.
Disputando uma vaga no Senado pela primeira vez, ela relatou aguardar o desfecho “com muita humildade” e definiu o processo como “bem difícil, muito concorrida”. “Tá na mão de Deus e na mão do povo catarinense agora”, disse.
Por fim, a parlamentar incentivou o comparecimento dos cidadãos aos locais de votação, lembrando os índices de abstenção anteriores. “Só em Santa Catarina, um milhão de catarinenses não foram votar. Isso poderia ter definido a eleição nacional”, afirmou sobre o pleito de 2022. Dados do Tribunal Superior Eleitoral apontam que 32,2 milhões de eleitores deixaram de votar no segundo turno daquele ano, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina registrou abstenções de 18,46% no primeiro turno e 17,4% no segundo no estado. “O cidadão também tem que fazer a sua, exercendo sua cidadania e indo votar”, concluiu.



