Boca de urna e vídeo do próprio voto marcam as eleições em SC
As autoridades registraram 176 ocorrências policiais em Santa Catarina durante o pleito deste domingo (4), com destaque para suspeitas de boca de urna, propaganda irregular e a divulgação de um vídeo do próprio voto nas redes sociais. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que os episódios não comprometeram a votação, que transcorreu normalmente nas diferentes regiões catarinenses.
Balanço das prisões e atuação dos órgãos de fiscalização
Até por volta das 18h, a Polícia Militar contabilizou os casos no estado, resultando em dois autos de prisão em flagrante por desobediência e boca de urna. O promotor de Justiça Marcio Vieira pontuou que os registros envolveram dezenas de eleitores, candidatos e colaboradores da Justiça, além de fiscais de partidos que atuavam sem a identificação exigida por lei.
A procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, acompanhou de perto a abertura das urnas na capital e a apuração no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). O estado conta com aproximadamente 5,5 milhões de eleitores aptos a votar.
Ocorrências pelo interior e litoral catarinense
Na cidade de Itajaí, um eleitor filmou a própria escolha na cabine de votação e compartilhou o material online, gerando investigação dos órgãos competentes. A região também registrou carreata de motociclistas com bandeiras de campanha. Em Itapema, a atuação integrada de fiscalização evitou dez tentativas de boca de urna durante o período da tarde.
Já no Sul catarinense, em Criciúma, um homem foi encaminhado à Justiça Eleitoral sob suspeita de aliciamento de eleitores. Municípios como Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Içara também registraram materiais de campanha espalhados após o horário permitido e o tradicional derramamento de santinhos em frente aos locais de votação.
Situação na capital e nas regiões norte, oeste e serra
Em Florianópolis, a Ouvidoria recebeu reclamações sobre tentativas de captação de votos e pequenos tumultos. O promotor eleitoral Affonso Ghizzo Neto classificou os episódios como pontuais. Um ponto de votação na Escola Roosevelt, no bairro Coqueiros, precisou ser transferido devido a um alagamento causado pelas chuvas.
No Norte, Planalto Norte, Grande Oeste, Serra e Meio-Oeste, o cenário foi de monitoramento constante por dezenas de promotores eleitorais. Algumas cidades enfrentaram quedas temporárias de energia decorrentes de temporais, mas o funcionamento das urnas foi garantido com o uso de baterias auxiliares e geradores, sem prejuízo para os cidadãos.



