Banner
Banner

Cidade mais fria do Brasil tem 50 geadas ao ano e chega a -8°C

Cidade mais fria do Brasil tem 50 geadas ao ano e chega a -8°C

Com pouco mais de 2 mil habitantes e situada na área mais elevada de Santa Catarina, Urupema mantém marcas térmicas extremas que não dão trégua nem nos meses mais quentes do ano. Em junho de 2026, o município cravou uma das menores temperaturas do país, atingindo cerca de -8ºC, reforçando sua fama no turismo de inverno.

Clima rigoroso e título de Capital Nacional do Frio

Situada a 1.425 metros de altitude, a cidade registra em média 50 geadas anualmente. O frio constante assegurou ao município a nomeação oficial de Capital Nacional do Frio em 2021, concedida por meio da Lei 14.255.

De acordo com dados meteorológicos do Climatempo, os termômetros locais não superam os 23ºC nem durante o ápice do verão. Ao longo de todo o ano, as mínimas costumam permanecer abaixo de 15ºC em todas as estações. A combinação da altitude com massas polares resulta em espetáculos naturais frequentes, como sincelo, neve, chuva congelada e geada ampla.

Pontos turísticos moldados pelas baixas temperaturas

Entre os locais mais procurados pelos viajantes está o Morro das Antenas, um dos pontos mais altos do território catarinense, equipado com um mirante que permite observar os campos inteiramente cobertos de gelo.

A cascata que congela no inverno

No percurso rumo ao Morro das Antenas, a cerca de 7 quilômetros da área urbana, situa-se uma cascata de 13 metros de extensão que se transforma em uma imensa parede congelada nos períodos mais frios. O fenômeno acontece porque a densa vegetação nativa impede a incidência direta da luz do sol, enquanto a estrutura rochosa funciona como amplificadora do frio, favorecendo o congelamento total da água.

Curiosidade: mascotes vestidas para o frio

A intensidade do clima motivou os moradores Ivanir e Edson Koerich a protegerem de maneira criativa os animais da propriedade onde mantêm um chalé. Em 2024, a família adotou as ovelhas Pacha e Mama — referências à expressão andina Pachamama, que homenageia a Mãe Terra em quéchua e aimará.

Embora os animais já possuam lã natural contra o vento gelado, a tutora confecciona toucas e cachecóis de lã para o inverno, além de laços para os dias de verão. A caracterização das mascotes transformou a dupla em atração carismática entre os visitantes que sobem a serra para vivenciar o inverno sulista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *