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Fachin determina envio de menções a ministros em celulares de Vorcaro

Fachin determina envio de menções a ministros em celulares de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ordenou nesta terça-feira (13) que a Polícia Federal repasse à Corte todas as citações a ministros encontradas nos dispositivos móveis do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A determinação foi firmada após um encontro de uma hora e meia com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em Brasília.

Regras para novas investigações O magistrado estabeleceu que nenhuma apuração envolvendo integrantes do Supremo pode ser iniciada sem o aval do plenário, que só votará a matéria após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). As diretrizes constam em comunicado oficial emitido conjuntamente pela Secretaria de Comunicação do STF e pela Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF. De acordo com o documento, a polícia tem a obrigação de remeter todo o conteúdo de forma estritamente descritiva e contextualizada.

Origem do pedido e dispositivos investigados A reunião foi solicitada pela própria diretoria da corporação para esclarecer o formato adequado de envio do material com base no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura. Os dados pertencem aos aparelhos de Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Documentos apontam referências a pelo menos seis dos dez ministros da Suprema Corte, além de magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Detalhes sobre os registros e envolvidos Relatórios indicam que o ex-banqueiro enviava prints de blocos de notas para um contato salvo sob o nome de Alexandre de Moraes. A defesa de Moraes classificou os diálogos como fantasiosos e negou recebimento de mensagens. Outros nomes, como o de Dias Toffoli, também surgiram em relatórios anteriores com registros de encontros e mensagens sobre pagamentos, embora os citados neguem irregularidades.

Contexto institucional e próximos passos A decisão ocorre após um período de tensão entre o STF e a cúpula da Polícia Federal. Agora, a corporação deve compilar e enviar o material sem análises subjetivas. Com os dados formalmente entregues, caberá à PGR emitir parecer e ao plenário decidir sobre a eventual abertura de investigações.

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