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Homem é condenado a 8 anos de prisão por atentado em Canoinhas

Homem é condenado a 8 anos de prisão por atentado em Canoinhas

O Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas condenou a oito anos, um mês e 15 dias de reclusão em regime fechado um homem acusado de tentar assassinar outro a tiros após invadir um imóvel no bairro Campo da Água Verde. Além da pena pelo crime contra a vida, o réu recebeu 18 dias de detenção em regime aberto e 12 dias-multa por desobediência à autoridade policial.

Emboscada motivada por mensagem de áudio

De acordo com a denúncia protocolada pela 4ª Promotoria de Justiça, o crime ocorreu no dia 5 de janeiro de 2026. As apurações apontaram que o ataque foi motivado por um desentendimento banal iniciado a partir do envio de uma mensagem de áudio gravada pela companheira do agredido ao acusado.

Armado, o homem surpreendeu o desafeto dentro do imóvel da namorada da vítima. Durante a ação repentina, que inviabilizou qualquer tentativa de defesa, foram disparados dois tiros. Um dos projéteis atingiu de raspão a testa da vítima, provocando ferimentos superficiais, enquanto o segundo disparo perfurou a região da clavícula direita e atravessou o corpo até sair pelas costas. Apesar da gravidade das lesões, a vítima conseguiu sobreviver porque estruturas vitais não foram danificadas de forma letal.

Resistência à prisão e decisão dos jurados

Após cometer o atentado, o acusado se recusou a acatar a ordem de parada emitida pela Polícia Militar no local da ocorrência. Diante da resistência física à abordagem, os policiais precisaram contê-lo e utilizar algemas para efetivar a prisão em flagrante, conduta que fundamentou a condenação por desobediência.

No plenário, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Santa Catarina, reconhecendo a tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O juízo fixou ainda o valor mínimo de R$ 10 mil a título de reparação pelos danos sofridos pelo sobrevivente. Embora caiba recurso da decisão, o réu não poderá recorrer em liberdade.

O promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos avaliou o resultado do julgamento:

“A comarca de Canoinhas vem dando uma resposta firme aos crimes dolosos contra a vida. A decisão do Tribunal do Júri reafirma que a comunidade não tolera que desentendimentos banais sejam resolvidos com violência, colocando em risco a vida de outras pessoas”, destacou.

O representante do Ministério Público complementou ainda que “a decisão demonstra que atos de extrema violência praticados com desprezo pela vida humana recebem a resposta adequada do sistema de Justiça. O julgamento confirmou a consistência das provas apresentadas em plenário e a compreensão dos jurados de que o acusado praticou uma tentativa de homicídio qualificada. A resposta dada pelo Tribunal do Júri fortalece a confiança da sociedade na Justiça”.

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