Estuprador de vulnerável pega 53 anos em Santa Catarina
A atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) resultou em duas condenações expressivas por estupro de vulnerável em ocorrências registradas na região Norte catarinense, com comarca mantida em sigilo.
Abusos cometidos por padrasto entre 2021 e 2026
Em um dos processos conduzidos pelo órgão ministerial, ficou comprovado que um padrasto submeteu a enteada a abusos sexuais contínuos dos cinco aos dez anos de idade, aproveitando-se da proximidade no ambiente doméstico. O esquema criminoso veio à tona após a mãe desconfiar de uma ocorrência na residência e a vítima abrir o jogo com os parentes.
Julgado e condenado, o réu recebeu uma pena de 53 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, cumprida inicialmente em regime fechado, além da obrigação de pagar R$ 50 mil em danos morais à vítima.
Segundo caso revela crimes e fornecimento de álcool
Outra ação demonstrou que um segundo homem praticou atos libidinosos contra a enteada repetidas vezes de 2019 a 2022, período em que a jovem tinha entre 11 anos e a adolescência. Os ataques aconteciam quando a mãe estava dormindo ou fora de casa, sendo descobertos graças a uma amiga da vítima que notou condutas impróprias durante um passeio.
Neste segundo processo, o réu foi sentenciado a 38 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado, somados a 4 anos e 4 meses de detenção por dar bebida alcoólica a menores de idade. A Justiça também determinou indenização de R$ 50 mil e a perda do poder familiar.
As decisões reforçam o rigor da Justiça no combate a crimes graves praticados dentro do ambiente familiar. Para a promotora de justiça Fernanda Priorelli Soares Togni, as sentenças demonstram o firme propósito institucional na investigação e punição de delitos hediondos cometidos no âmbito da violência sexual inframiliar. “As altas penas cominadas refletem a gravidade dos crimes, reconhecida pelo Poder Judiciário”, concluiu.
