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Câmara promove Audiência Pública sobre obras na Avenida São Bento

Câmara promove Audiência Pública sobre obras na Avenida São Bento

Cerca de 50 munícipes, divididos entre comerciantes e usuários da Avenida São Bento, participaram da Audiência Pública promovida pela Câmara de Vereadores de São Bento do Sul nesta sexta-feira (17), a fim de tratar sobre os desdobramentos das obras no local, especialmente o fluxo do trânsito e os impactos na instalação de muretas e do canteiro central. O encontro foi organizado em poucos dias, justamente para atender ao pedido da população que demonstrava urgência.

 

Os participantes do evento afirmaram estar preocupados com o canteiro central, que começou a ser implantado nos últimos dias. A comerciante Eliane Smiguel Ruda, primeira cidadã a usar a tribuna, disse que fez um levantamento com moradores e usuários da via, afirmando que grande parte das manifestações demonstram dúvidas com relação ao canteiro. “Nós vamos vamos ter um estreitamento onde houver canteiro e um alargamento onde não houver”, comentou. “A Secretaria de Planejamento e Urbanismo, na reunião passada, ficou de nos apresentar um estudo sobre os estreitamentos da via, mas, até o momento, não temos nenhuma informação se esse estudo foi realizado. Até acho que o estudo foi feito, pois tivemos acesso a algumas imagens aéreas, mas qual foi o resultado dele?”, indagou. A representante também disse temer que o tráfego de ambulâncias, que passam até a Unidade de Pronto Atendimento (Upa), localizada na Avenida São Bento, seja prejudicado.  “Com a construção dos canteiros, teremos poucas áreas de escape. Ou seja, quando acontecer um pequeno acidente no local ou algo que obstrua a via, a ambulância será obrigada a parar e ficar esperando a desobstrução”, comentou.

 

Falando em saúde, outro representante que fez o uso da palavra foi o médico Paulo Sérgio dos Santos, responsável por uma clínica de diálise na localidade. Ele entende que a iniciativa de revitalização é importante, desde que seja segura e funcional aos usuários. “A Avenida São Bento não é só dos comerciantes e dos usuários, mas de toda a população que, por exemplo, se desloca do Cruzeiro ao Centro, ou das 27 Curvas. Toda aquela região tem que passar por ali”, mencionou.

 

Dentre as autoridades presentes estava o comandante do Corpo de Bombeiros de São Bento do Sul, Amarildo de Jesus, que usou a tribuna para se manifestar. Ele comentou que a elevação das calçadas poderá interferir na agilidade do serviço da corporação. “Nós temos ambulâncias e caminhões. Aí, de repente, nós vamos chegar a 100 metros de um incêndio e não vamos poder chegar com o caminhão por não poder subir em um obstáculo. Até mesmo subir em um obstáculo com uma ambulância pode ser difícil, pois corre o risco de ela ficar encalhada, sem conseguirmos chegar ao acidente. Esses pontos deveriam ser revistos, principalmente para que haja uma área de fuga. Até o momento, pelo visto, não haverá essa área de escape”, relatou.

O que disseram os vereadores

Após a palavra dos munícipes, quase todos os vereadores se manifestaram. De modo geral, eles se prontificaram em colaborar com as reivindicações apresentadas. O parlamentar Luiz Neri Pereira afirmou que São Bento do Sul possui um relevo difícil para acessibilidade, o que prejudica diversas obras. “Temos um problema gravíssimo com o Ministério Público nos cobrando acessibilidade, mas, infelizmente, não é possível fazer tudo. Nós temos muitos terrenos acidentados e morros, o que nos causa graves problemas”, exemplificou. O vereador foi otimista diante da situação, afirmando que a revitalização agregará valor ao município. “A Avenida São Bento revitalizada será a principal via de acesso nossa, pois ficará funcional e bonita. Nós precisamos chegar a um meio termo em que ela cumpre as duas partes”, disse, comprometendo-se em conversar sobre o assunto com o Executivo.

 

O vereador Vilson da Silva, durante a explanação, pediu que uma comissão específica para tratar das obras na localidade seja criada na Câmara Municipal. Ele entende que os vereadores designados à função poderão analisar minuciosamente os estudos, bem como as solicitações da comunidade, levando-as à Administração Municipal. “Tudo que foi falado aqui eu concordo plenamente e nós vamos levar essas questões à Secretaria de Planejamento. A partir disso, é a pasta que tem que tomar as decisões. Eu acredito que ainda dá tempo de solucionar”, citou. O presidente da Casa, Gilmar Pollum, afirmou que vai conversar com o setor jurídico sobre a possibilidade. 

João Vianna

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