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Gargalo que Trava a Riqueza de SC: Do Planalto Norte ao Litoral, Infraestrutura Pede Socorro

Gargalo que Trava a Riqueza de SC: Do Planalto Norte ao Litoral, Infraestrutura Pede Socorro

​Santa Catarina é uma potência econômica incontestável. Da força do polo moveleiro e metalmecânico às lavouras do agronegócio, o estado dá mostras diárias de resiliência e produtividade. No entanto, fora dos portões das fábricas e das cercas das propriedades rurais, a realidade colide com um obstáculo histórico: o abandono das rodovias e o colapso logístico.
​Para debater esse cenário e propor soluções diretas em Brasília, o cenário político catarinense acompanha de perto as movimentações de Alan Alves Moreira, pré-candidato a deputado federal pelo PSB. Em roteiro pelas regiões do estado, ele defende que a “Ordem” na infraestrutura é a prioridade zero para garantir a sobrevivência econômica de quem produz.
​O Gargalo do Planalto Norte: O Caso de São Bento do Sul e Papanduva
​Quem vive e produz na região do Planalto Norte catarinense conhece de perto o custo da omissão estatal. Municípios como São Bento do Sul, referência nacional na exportação de móveis e com forte base industrial, e Papanduva, com seu agronegócio pujante e produção de grãos, enfrentam desafios logísticos severos que encarecem o frete e destroem a competitividade regional.
​A novela da BR-280: O principal eixo de escoamento do Planalto Norte em direção aos portos de São Francisco do Sul e Itajaí é a BR-280. A promessa de duplicação arrasta-se há anos com ritmo lento e cortes de verba em Brasília. O resultado são congestionamentos diários, asfalto deteriorado e prejuízos mecânicos crônicos para as transportadoras.
​O perigo da SC-418 (Serra Dona Francisca): Ligação vital de São Bento do Sul com Joinville e a BR-101, a rodovia estadual sofre com a falta de manutenção estrutural profunda, sinalização deficiente e deslizamentos frequentes em épocas de chuva, isolando indústrias e colocando vidas em risco.
​O escoamento em Papanduva: Para o produtor de Papanduva, acessar as grandes artérias federais, como a BR-116, significa trafegar por acessos secundários muitas vezes desassistidos, encarecendo o transporte do grão e do gado antes mesmo de chegarem às balanças de pesagem.
​”O que acontece no Planalto Norte é um reflexo do desrespeito com quem gera emprego. São Bento do Sul e Papanduva colocam dinheiro no bolso do Brasil através de impostos, mas recebem de volta estradas esburacadas e promessas vazias. Precisamos de representação firme em Brasília para exigir o que é nosso de direito”, afirma Alan Alves Moreira.
​Do Regional ao Estadual: Santa Catarina Parada no Trânsito
​O drama vivido em São Bento do Sul e Papanduva não é isolado. O diagnóstico da infraestrutura catarinense aponta para uma crise generalizada de mobilidade e logística que afeta todas as mesorregiões do estado. As principais artérias federais enfrentam gargalos críticos que travam o desenvolvimento:
​BR-470 (Vale do Itajaí): Sofre com uma duplicação inacabada que se arrasta por anos, gerando atrasos crônicos no fluxo e um alto índice de acidentes severos.
​BR-282 (Oeste e Meio-Oeste): Apresenta terceiras faixas ainda insuficientes para o volume de carga, asfalto visivelmente desgastado e falta de viadutos nos perímetros urbanos.
​BR-101 Norte (Litoral Norte / Joinville): Enfrenta a saturação total de sua capacidade, com congestionamentos quilométricos diários e carência severa de vias marginais.
​BR-280 (Planalto Norte / Nordeste): Registra extrema lentidão nas obras de duplicação, especialmente nos trechos urbanos e nos acessos portuários.
​A Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta consistentemente em seus relatórios que mais da metade da malha rodoviária federal pavimentada que corta Santa Catarina apresenta algum tipo de deficiência (classificada entre regular, ruim ou péssima). Para um estado que depende do modal rodoviário para conectar suas indústrias aos portos de Navegantes, Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul, o cenário é de perda constante de competitividade frente ao mercado internacional.

João Vianna

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