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Raio-X da Política

Raio-X da Política

Pouco à vontade
O prefeito de São Bento do Sul, Joaquim Tomazini, parecia não estar muito confortável no palanque de autoridades durante a inauguração do supermercado Komprão, em Serra Alta. O semblante chamou atenção de quem gosta de observar os bastidores da política. A pergunta que ficou no ar foi inevitável: o desconforto era pelo evento ou pela ilustre companhia ao lado, do presidente da Câmara, Gilmar Pollum? Em política, às vezes um metro de distância diz mais do que um discurso de meia hora.

Chutando o balde
Quem conheceu Tomazini antes da Prefeitura garante que ele mudou bastante. O peso da cadeira parece cobrar juros altos. Nos corredores do poder, há quem diga que muitos ligados ao governo se perguntam como o prefeito ainda não “chutou o balde” e largou tudo de uma vez. Administrar uma cidade não é para amadores. Só que, no fim das contas, a saúde e a paz de espírito sempre valem mais do que qualquer faixa de prefeito.

Para ajudar… ou para economizar?
Parece que o tempo das vacas gordas passou pelos cofres municipais. A prova estaria no projeto aprovado pela Câmara que amplia as atribuições dos atendentes educativos da rede municipal. Traduzindo para o bom português: mais funções para quem já tinha bastante serviço. E, como sempre, quem colocou a digital na aprovação foram os vereadores da base governista. Afinal, quando o Executivo assovia, a base costuma cantar no mesmo tom.

Se explicando
O Tribunal de Contas do Estado pediu explicações à Prefeitura de São Bento do Sul sobre possíveis irregularidades em uma obra superior a R$ 1,3 milhão para construção de uma quadra na EBM Professor Carlos. Por enquanto, não há condenação, apenas questionamentos. Mas já virou rotina: enquanto uma obra começa, outra precisa ser explicada.

Enquanto isso…
Na Avenida São Bento, comerciantes e moradores seguem fazendo coro contra os canteiros centrais, mas parece que o governo municipal resolveu adotar a filosofia do “ouvido seletivo”. Já na Rua Mathias Nossol, em Serra Alta, finalmente surgiu a primeira camada de asfalto. Claro, aquela camada fininha, conhecida popularmente como a “casquinha de nega maluca”. Agora resta torcer para que o recheio venha logo, porque só cobertura não sustenta bolo… nem pavimentação.

Largada autorizada
Jaciara Machuga, Allan Moreira e Jefinho Chuppel já tiveram seus nomes oficializados como pré-candidatos a deputado estadual e federal por seus respectivos partidos. Agora começa aquela fase em que todos juram que ainda não estão em campanha… enquanto visitam festas, apertam mãos, tiram selfies e descobrem parentes até no quinto grau.

Dr. Elói
O médico e pré-candidato a deputado federal Dr. Elói (MDB) vem acumulando apoios antes mesmo da oficialização definitiva da candidatura. E o detalhe chama atenção: boa parte dessas manifestações vem de fora do Planalto Norte, sua principal base eleitoral. Pelo visto, a receita está circulando bem além do consultório.

Gratidão tem memória?
Na política, gratidão costuma ter prazo de validade menor que iogurte esquecido na geladeira. Mas, se em Santa Terezinha o eleitor resolver lembrar quem colocou recursos no município, o deputado Oscar Gutz (PL) larga em vantagem. Afinal, ultrapassar a marca de R$ 8 milhões destinados ao município não é argumento pequeno. Agora resta descobrir se a memória do eleitor é de elefante… ou de peixe.

Foto democrática
A festa nas comunidades de Rio da Prata e Rio do Campo reuniu, na mesma foto, o vereador Cardoso, o deputado federal Rafael Pezenti, os deputados estaduais Jerry Comper e Oscar Gutz, o ex-prefeito Genir Junckes, Alemão Contesini e Alex Lose. Quando políticos de partidos diferentes aparecem sorrindo na mesma imagem, pode apostar: a conversa começou com a festa e terminou inevitavelmente nas eleições e no futuro do Alto Vale.

A Justiça é quem decide
Na semana passada, comentamos sobre a ação trabalhista movida pelo ex-prefeito de Santa Terezinha, Dr. Israel, contra o município. Vale lembrar que ele era servidor público antes mesmo de ser vice-prefeito e, como qualquer trabalhador, possui direitos garantidos pela legislação. Se entende que sofreu prejuízos, buscar o Judiciário é um direito legítimo. Agora, dizer quem tem razão não cabe às redes sociais, aos grupos de WhatsApp ou aos especialistas de teclado. Essa caneta continua sendo da Justiça.

João Vianna

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