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“Economizar com segurança é colocar vidas em risco”: Evaldo Bauer parte para o ataque e cobra Prefeitura por ônibus escolares, caminhões parados e obras em Santa Terezinha

“Economizar com segurança é colocar vidas em risco”: Evaldo Bauer parte para o ataque e cobra Prefeitura por ônibus escolares, caminhões parados e obras em Santa Terezinha

Vereador do MDB diz ter procurado responsáveis antes de levar denúncias à tribuna e afirma possuir fotos de ônibus que estaria circulando com peça da direção soldada

A sessão da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha ganhou um tom mais duro com o pronunciamento do vereador Evaldo Bauer (MDB). Durante a palavra livre, o parlamentar fez uma série de cobranças ao Poder Executivo e deixou um recado direto: problemas que, segundo ele, não forem resolvidos administrativamente serão expostos na tribuna.

O principal alvo da manifestação foi o transporte escolar. Bauer afirmou ter procurado anteriormente os responsáveis pelo setor e relatou uma situação que classificou como extremamente grave: um ônibus utilizado no transporte de estudantes estaria circulando com uma peça da barra de direção soldada.

Segundo o vereador, ele possui fotografias que comprovariam a situação e afirmou que não recebeu a informação apenas de motoristas.

“Não existe soldar uma peça dessas. É um troço perigoso para os alunos”, declarou.

“São vidas que estão sendo transportadas”

Ao endurecer a cobrança, Evaldo lembrou que os ônibus transportam diariamente dezenas de crianças e adolescentes e que qualquer falha mecânica pode provocar consequências graves.

O vereador afirmou que já conversou com os responsáveis e que teria recebido o compromisso de retirar o veículo de circulação ou providenciar a substituição da peça.

Para Bauer, a questão não pode ser tratada simplesmente como um problema de manutenção ou economia.

“Quer economizar? Economize de forma diferente, não soldando uma peça que é perigosa para os alunos”, afirmou.

O parlamentar também questionou a utilização de pneus recapados nos ônibus escolares. Segundo ele, durante o mandato anterior, veículos nessas condições não passavam pelas inspeções, e agora estaria ocorrendo uma situação diferente.

“Primeiro fui conversar. Agora vim para a tribuna”

Evaldo fez questão de destacar que não levou a reclamação diretamente ao plenário sem antes procurar explicações.

Segundo ele, esta seria a segunda vez que procura os responsáveis para tratar do problema.

A declaração também teve peso político, principalmente diante das críticas que, conforme Bauer, eram feitas à administração anterior em relação à manutenção da frota.

“Primeiro vou conversar lá. Se não resolverem, daí eu venho falar aqui na tribuna”, afirmou.

Na prática, o vereador sinalizou que pretende manter a fiscalização sobre o transporte escolar e transformar eventuais problemas não solucionados em novas cobranças públicas.

Lombadas de Rio da Anta: “Se não fizer, vamos ter problemas”

As cobranças, porém, não ficaram restritas aos ônibus.

Bauer voltou a cobrar a instalação de duas lombadas no distrito de Rio da Anta, uma reivindicação que, segundo ele, se arrasta desde o mandato passado.

Com as máquinas já mobilizadas para o início da pavimentação, o vereador alertou que a oportunidade de executar as lombadas junto com a obra não deveria ser perdida.

“Se não fizer essas lombadas, vamos ter sérios problemas”, declarou.

Segundo Evaldo, comerciantes da região também demonstraram preocupação com a segurança e chegaram a discutir a possibilidade de executar as lombadas por conta própria, caso houvesse autorização do município.

Chuvas fortes e plano de contingência entram no radar

Outro ponto levantado pelo vereador foi a preparação de Santa Terezinha para períodos de chuvas intensas.

Bauer afirmou ter questionado o prefeito em exercício, Moisés Pockszevnicki, e o responsável pelo setor sobre a existência de um plano de contingência para enfrentar possíveis enchentes e problemas nas estradas.

O vereador citou Itaiópolis como exemplo e afirmou que o município já teria mais de quatro mil cargas de pedra britada preparadas para situações emergenciais.

Em Santa Terezinha, segundo o parlamentar, seriam pouco mais de 200 cargas.

“Isso é muito pouco”, avaliou Bauer, defendendo que a Prefeitura se antecipe aos problemas em vez de agir somente depois que as estradas estiverem comprometidas.

Pátio cheio, caminhões parados e cobrança por manutenção

A frota municipal também entrou na lista de cobranças.

Evaldo questionou por que vários caminhões permanecem parados há meses no pátio da Prefeitura, enquanto, segundo ele, apenas quatro ou cinco estariam efetivamente trabalhando.

A explicação recebida, conforme relatou o vereador, envolve problemas mecânicos e a necessidade de peças consideradas caras.

Mesmo assim, Bauer questionou a situação, especialmente diante da necessidade de manutenção das estradas e da possibilidade de períodos de chuva intensa.

Pedra para o Cambará

O vereador ainda apresentou uma indicação verbal para que a Prefeitura envie uma carga de pedra à propriedade de Antônio Estange, na localidade do Cambará.

Segundo Evaldo, a área próxima à residência enfrenta problemas com lama, e o atendimento seria urgente.

O prefeito em exercício, Moisés Pockszevnicki, teria se comprometido, conforme o vereador, a providenciar o atendimento durante o período de dez dias em que permanecerá no comando do município.

Fiscalização ou confronto político?

O pronunciamento de Evaldo Bauer coloca novamente a fiscalização da Prefeitura no centro do debate da Câmara de Santa Terezinha.

Ao afirmar que procurou os responsáveis antes de levar os problemas ao plenário, o vereador tenta deixar claro que suas críticas, segundo ele, não têm como objetivo apenas fazer oposição política.

Mas o recado deixado na sessão foi direto: se os problemas apontados não forem solucionados, a tribuna continuará sendo utilizada para cobrar respostas.

E, desta vez, a cobrança veio acompanhada de um alerta especialmente sensível: quando o assunto envolve ônibus escolares e segurança de crianças, qualquer falha de manutenção deixa de ser apenas uma questão administrativa e passa a ser uma questão de responsabilidade pública.

João Vianna

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