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“Podia ter acontecido uma tragédia”: Bauer sobe o tom e cobra atitude da Prefeitura

“Podia ter acontecido uma tragédia”: Bauer sobe o tom e cobra atitude da Prefeitura

Vereador questiona demora para liberar alunos, critica falta de resposta em estradas e exige ação do Executivo

O vereador Evaldo Bauer (MDB) elevou o tom contra o Executivo municipal durante a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha, nesta segunda-feira (14). Em seu pronunciamento, o parlamentar cobrou ações imediatas da Prefeitura diante dos problemas provocados pelas fortes chuvas e questionou a demora para atender comunidades atingidas.

Uma das cobranças mais fortes foi direcionada à Costa do Itajaí, onde, segundo Bauer, famílias ficaram isoladas após a queda de barreiras. O vereador afirmou que a situação já foi comunicada à prefeita e ao setor responsável pelas obras, mas defendeu uma postura mais efetiva da administração.

Para Bauer, não basta esperar novas barreiras caírem para depois enviar máquinas. Ele lembrou que a região já enfrentou problemas semelhantes e defendeu que uma máquina permaneça de plantão no local durante períodos críticos.

A indignação também atingiu a situação do Alto Santa Terezinha. Conforme o vereador, duas barreiras permanecem na estrada há quase dois meses, mesmo após o problema ter sido levado ao conhecimento da administração municipal.

A cobrança foi direta: se é um serviço simples e a comunidade precisa da estrada, por que ainda não foi resolvido?

Bauer também voltou a defender a abertura da estrada de Rio do Ouro, que poderia encurtar distâncias e beneficiar moradores de várias comunidades e o comércio do Rio da Anta. Segundo ele, um dos principais obstáculos que impedia a obra teria sido superado, já que o proprietário das terras estaria disposto a permitir a passagem mediante a instalação de uma cerca.

Para o vereador, a Prefeitura precisa parar de adiar a solução e aproveitar a oportunidade.

Transporte escolar: a cobrança mais grave

Entretanto, o ponto mais delicado do pronunciamento envolveu o transporte de estudantes durante o temporal.

Bauer relatou que, após a queda de um poste na Colônia Arnoz, encontrou ônibus da Prefeitura com alunos enquanto as condições climáticas e das estradas já apresentavam riscos. Segundo ele, os estudantes poderiam ter sido liberados mais cedo, mas permaneceram aguardando até que os motoristas pressionassem pela tomada de decisão.

O vereador afirmou que os motoristas terminaram o trabalho somente horas depois e chegaram a suas casas à noite.

A crítica foi contundente: diante dos alertas meteorológicos, a administração deveria ter adotado uma postura preventiva, evitando colocar alunos e trabalhadores em uma situação de risco desnecessário.

“Graças a Deus não aconteceu nada com os alunos, mas podia ter acontecido.”

Bauer ainda citou outros municípios que teriam antecipado a liberação dos estudantes justamente para evitar riscos durante o temporal.

O vereador também rebateu quem interpretou sua publicação nas redes sociais como tentativa de atacar a Prefeitura. Segundo ele, o objetivo foi alertar sobre uma estrada bloqueada e uma situação que poderia ter consequências graves.

O discurso de Bauer deixou um recado claro ao Executivo: as chuvas não podem servir de justificativa para problemas que, segundo ele, exigem planejamento e manutenção preventiva.

Com comunidades isoladas, barreiras sem remoção e questionamentos sobre a segurança do transporte escolar, o vereador cobrou uma mudança de postura da administração municipal: agir antes que o problema se transforme em tragédia.

João Vianna

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