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“Não podemos cruzar os braços”: Pascoal cobra reação imediata da Prefeitura após temporal deixar famílias em situação de risco

“Não podemos cruzar os braços”: Pascoal cobra reação imediata da Prefeitura após temporal deixar famílias em situação de risco

Vereador relata estradas destruídas, ponte sem cabeceira, bueiro desmoronado e famílias isoladas; parlamentar afirma que Executivo precisa agir com urgência

Os estragos provocados pelos temporais que atingiram Santa Terezinha voltaram a colocar em evidência um problema antigo enfrentado por diversas comunidades do interior: as dificuldades de acesso e a precariedade de alguns trechos de estradas e pontes.

Durante a sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (14), o vereador Pascoal Schultz (PL) fez um pronunciamento contundente e cobrou do Executivo Municipal ações rápidas para atender as famílias atingidas pelas fortes chuvas.

Segundo o parlamentar, as últimas horas foram de apreensão para muitos moradores, que enfrentaram estradas interditadas, pontos de passagem destruídos e dificuldades para chegar às próprias residências.

“Foi muito desafiador para o município. A gente foi muito solicitado por muitas famílias que enfrentaram duras dificuldades”, afirmou Pascoal.

Bueiro desmoronado deixa Vila Itajaí sem acesso

Entre as cobranças apresentadas pelo vereador está a situação da Vila Itajaí, onde um bueiro teria desmoronado nas proximidades das famílias Bertotti e Becker.

Pascoal pediu que o Executivo e o Departamento Municipal de Rodagem (DMR) enviem equipes ao local com urgência, destacando que moradores ficaram praticamente sem acesso.

Para o vereador, não basta apenas reconhecer os estragos provocados pela chuva. É necessário que o poder público tenha capacidade de resposta para recuperar rapidamente os pontos críticos.

Ponte perde cabeceira e preocupa moradores

Outra situação apontada durante o pronunciamento envolve a ligação entre Rio da Anta de Baixo, conhecida também como Cambará, e o Craveiro.

Conforme Pascoal, a força da água comprometeu uma das cabeceiras de uma ponte localizada próximo às residências das famílias Pupaduque.

O vereador solicitou providências imediatas do Executivo para recuperar a passagem e evitar que os moradores permaneçam isolados.

“Não podemos cruzar os braços diante do chamado das famílias”

Mas foi ao abordar uma situação mais antiga que Pascoal endureceu o discurso.

O vereador afirmou ter recebido, durante a noite do temporal, ligações, fotos e vídeos de moradores desesperados, relatando dificuldades para chegar às suas casas.

Entre os relatos, segundo ele, estavam situações envolvendo crianças e transporte escolar. O parlamentar afirmou que houve casos em que famílias ficaram impossibilitadas de buscar medicamentos que estavam dentro de suas próprias residências.

“Era mãe e pai no desespero, era motorista de ônibus não sabendo o que faria, tão longe de chegar nas propriedades com aquelas crianças”, relatou.

Pascoal também lembrou que já esteve pessoalmente na comunidade, conversando com moradores e proprietários das áreas por onde passa uma antiga estrada, com aproximadamente 2,5 quilômetros, que, segundo ele, já foi utilizada pela população e recebeu melhorias no passado.

Problema antigo, responsabilidade de quem está no poder hoje

Em tom de cobrança, Pascoal afirmou que o problema não nasceu na atual administração, mas ponderou que quem ocupa um mandato atualmente tem a responsabilidade de buscar uma solução.

“É um problema que não nasceu hoje, que vem de muitos anos. Mas nós que estamos eleitos hoje, que temos um mandato em posições diferentes, Legislativo e Executivo, talvez não tenhamos que seguir o que os outros não fizeram. Nós temos que fazer a diferença”, declarou.

O vereador defendeu que a população não pode continuar sofrendo por problemas que se arrastam de uma administração para outra.

Segundo ele, o papel dos atuais representantes é justamente buscar alternativas para garantir segurança e dignidade às famílias.

Pascoal diz que não quer briga, mas exige solução

Apesar do tom firme, o vereador fez questão de afirmar que não pretende transformar a discussão em uma disputa política.

Para Pascoal, o caminho passa pelo diálogo entre comunidade, famílias, Legislativo e Executivo, recorrendo ao Judiciário apenas quando necessário.

“Não é com brigas que a gente vai sair dessa situação, mas com diálogo, ouvindo as demandas da comunidade, das famílias, respeitando as pessoas e os proprietários”, afirmou.

O parlamentar também destacou que suas manifestações públicas são baseadas nos relatos recebidos das comunidades e que não têm como objetivo atacar a prefeita, vereadores ou qualquer outro agente público.

“Eu não sou uma autoridade, sou um instrumento da sociedade”

Pascoal reforçou que enxerga seu mandato como uma ferramenta para pressionar por soluções e representar aqueles que enfrentam problemas no dia a dia.

“Eu não sou uma autoridade, eu sou um instrumento, sou um advogado da sociedade para correr atrás e ajudar a resolver os problemas”, afirmou.

O vereador revelou ainda que as demandas relacionadas à situação já foram encaminhadas para órgãos como o Ministério Público e o Fórum Judicial, reforçando que pretende acompanhar o caso até que uma solução seja encontrada.

“Não vou cruzar os braços”

Ao encerrar o pronunciamento, Pascoal deixou claro que pretende continuar cobrando providências do Executivo.

“Eu nunca vou me curvar aos fatos, cruzar os braços diante do chamado das famílias e das comunidades”, declarou.

O vereador colocou novamente seu mandato à disposição dos moradores e afirmou esperar que o diálogo entre as diferentes instituições consiga transfo

João Vianna

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