Bolsas de Nova York recuam com petróleo em alta e temor inflacionário
As principais bolsas de valores de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira (28), influenciadas pela avanço nos preços do petróleo bruto e pelo recrudescimento dos receios em torno da inflação nos Estados Unidos.
Impacto no mercado e Treasuries
O movimento de retração nos índices ocorreu logo depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, recusar uma iniciativa de paz apresentada pelo governo do Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Como consequência imediata, a cotação do petróleo subiu 2%, alcançando o patamar de aproximadamente US$ 107 por barril, o que elevou os rendimentos dos Treasuries — títulos da dívida pública dos EUA — a patamares máximos não vistos em décadas.
Especialistas apontam que o encarecimento dos combustíveis e da energia gera reflexos diretos na economia, alimentando projeções de alta inflacionária e alterando as expectativas sobre os próximos passos do banco central norte-americano.
“A energia tem sido a única pressão consistente de alta sobre a inflação, e qualquer fator que continue a pressionar a inflação será algo que motivará o Fed (banco central norte-americano) a elevar os juros”, disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth.
Desempenho dos índices e ações
Refletindo esse cenário de cautela, o índice Dow Jones Industrial Average registrou queda de 0,47%, situando-se em 51.583,60 pontos. No mesmo sentido, o S&P 500 recuou 0,46%, fechando aos 7.707,50 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve desvalorização de 0,65%, encerrando o pregão em 26.893,56 pontos.
Dentro do S&P 500, o setor de bens de consumo discricionário liderou as perdas do dia com uma retração de 1,3%, puxado principalmente por companhias como DoorDash e Carvana, cujas ações despencaram 6% e 5%, respectivamente.
Em contrapartida, os papéis da Nvidia contrariaram a tendência geral e saltaram 3,2%. O movimento positivo veio após a gigante tecnológica anunciar um programa histórico de recompra de ações no valor de US$ 150 bilhões, o maior volume já autorizado pela corporação.
Próximos passos da economia
A semana segue monitorada de perto por investidores e analistas, que aguardam a divulgação de novos dados macroeconômicos cruciais. Atualmente, plataformas de monitoramento financeiro indicam uma probabilidade de 68% de que o Federal Reserve decida por uma elevação de ao menos 25 pontos-base na taxa básica de juros durante a reunião prevista para outubro.


