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Irã condiciona reabertura de Ormuz ao cumprimento de sete exigências

Irã condiciona reabertura de Ormuz ao cumprimento de sete exigências

O governo do Irã afirmou neste domingo (4) que o Estreito de Ormuz continuará bloqueado até que todas as exigências do país sejam atendidas. A decisão foi anunciada pela mídia estatal com base em pronunciamento do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf.

H2 Impasses nas negociações diplomáticas

A autoridade máxima do Legislativo iraniano destacou que o país mantém uma postura inegociável em relação à via marítima estratégica.

“A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”, disse Qalibaf, principal negociador do Irã, segundo a reportagem.

O chefe do Parlamento também declarou que Washington “precisa compreender que o período de prolongamento do processo (diplomático) e de imposição de exigências unilaterais chegou ao fim”.

H3 Respostas e mediação internacional

As negociações indiretas ocorrem com o apoio do Catar, que atua como intermediário entre Washington e Teerã para tentar solucionar o conflito na região. A rota marítima é de extrema importância global, sendo responsável pelo escoamento de uma fatia expressiva de petróleo e gás natural liquefeito antes do início do conflito armado em fevereiro, desencadeado por ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores informou que o governo iraniano já repassou suas diretrizes gerais aos mediadores, mas ressaltou que existem pendências a serem tratadas com a Casa Blanca.

“As propostas dos norte-americanos estão mais ou menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear. Dissemos a eles que nosso foco nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança nessa via navegável exige medidas claras por parte dos EUA”, declarou o porta-voz Esmaeil Baghaei.

H2 Contexto sobre o programa nuclear

Durante as conversas, Teerã desmentiu boatos de que teria oferecido acesso a inspetores da agência nuclear da ONU em troca de flexibilização nas punições econômicas impostas pelos norte-americanos, frisando que tratativas sobre o tema nuclear ainda não foram iniciadas com o governo dos EUA.

O plano em debate prevê um prazo de sete dias voltado para o estabelecimento de confiança mútua, com o intuito de resgatar o memorando estabelecido em meados de junho. De acordo com fontes familiarizadas com o processo, os impasses atuais estão concentrados na ordem em que as etapas devem ser cumpridas, e não no conteúdo do acordo.

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