Entenda o papel dos suplentes e quem são os
Os candidatos que ficaram a poucos votos de conquistar uma vaga na Alesc, na votação do último domingo (4), ainda têm chance de ocupar uma cadeira na Casa na nova legislatura, que será empossada em 1º de fevereiro de 2027. Os suplentes, uma espécie de “vice-deputado”, são convocados no decorrer dos quatro anos de mandato por causa de acordos partidários, com a saída de titulares para ocupar espaços no Executivo, licenças ou renúncias.
Suplentes na atual legislatura
Na atual legislatura, três deputados eleitos em 2022 deixaram seus mandatos. Eles foram eleitos prefeitos em 2024 e abriram espaço para três suplentes: Maurício Peixer, Alex Brasil e Junior Cardoso.
Já as licenças dos titulares possibilitaram que 19 suplentes de nove partidos diferentes pudessem exercer o cargo de deputado estadual, por períodos que variaram de 30 a 120 dias. Três suplentes também assumiram vagas abertas por deputados eleitos prefeitos em 2024.
No Parlamento catarinense, são recorrentes casos de deputados que se licenciam do mandato para ocupar um cargo no primeiro escalão do Poder Executivo estadual. Na atual legislatura, por exemplo, dois deputados assumiram o comando de secretarias estaduais, abrindo espaço para seus suplentes.
Os suplentes ainda podem assumir o mandato em casos de licença, não remunerada, do titular por mais de 120 dias. Entre alguns partidos, é comum uma espécie de “rodízio” entre os suplentes. Nesse caso, o titular se licencia por um período determinado, dando a oportunidade do suplente vivenciar a experiência de ser deputado.
Trata-se de uma espécie de reconhecimento ao trabalho do suplente, pois seus votos ajudaram o partido a alcançar o quociente para eleger deputados. Entre os eleitos no domingo, dois já tiveram essa experiência: Ana Carolinna (Republicanos) e Ulisses Gabriel (PL), que passaram pela Alesc em 2020.
Suplentes da próxima legislatura
Sete partidos e três federações partidárias que disputaram as eleições para a Assembleia no último domingo conseguiram eleger deputados. Entre eles estão o MDB, PDT, PL, Podemos, Novo, PSD, Republicanos, além da Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB), Federação Psol-Rede e Federação União Progressista.
A relação completa traz os primeiros suplentes de cada uma dessas legendas e federações, detalhando a trajetória política, as prefeituras que administraram, os mandatos na câmara de vereadores e a atuação prévia no parlamento estadual ou em secretarias de Estado.
