Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá taxa extra em novembro
O setor elétrico brasileiro continuará sem cobranças extras nas tarifas no penúltimo mês do ano, conforme anúncio oficial divulgado nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Motivos para a manutenção da tarifa
A decisão de preservar a cor verde pelo segundo mês seguido ocorreu graças às condições climáticas favoráveis recentes, que elevaram o volume de precipitações nas áreas das principais usinas hidrelétricas do país.
Com os reservatórios em situação mais confortável, diminuiu drasticamente a urgência de ligar as centrais termelétricas, unidades que geram eletricidade por meio de combustíveis fósseis e possuem custos operacionais bem mais altos.
Como funciona o sistema de bandeiras
O mecanismo de sinalização tarifária serve para informar à população sobre os custos reais da produção energética no território nacional, alternando cores conforme a complexidade do cenário de geração.
Entre maio e setembro, o país operou sob a bandeira amarela, dando lugar à modalidade verde apenas no mês de outubro e agora confirmando a estabilidade para novembro.
“O aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, afirmou a Aneel.
Entenda os custos das demais bandeiras
Quando o regime de chuvas diminui e o sistema exige fontes alternativas mais caras, os valores sofrem reajustes aplicados diretamente sobre o consumo medido em quilowatt-hora:
Na bandeira amarela, aplicada quando as condições de geração tornam-se menos favoráveis, há um acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Já na bandeira vermelha no patamar 1, o custo de produção é mais alto e a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Por fim, a bandeira vermelha no patamar 2 representa o cenário mais custoso para o sistema, resultando em um acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Com o cenário atual estável, os consumidores poderão planejar os gastos domésticos sem a preocupação de impactos adicionais na fatura de energia durante o período.

