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Caso catarina kasten: assassino confesso vai a júri em dezembro

Caso catarina kasten: assassino confesso vai a júri em dezembro

O Tribunal do Júri da Comarca da Capital marcará para o próximo dia 3 de dezembro o julgamento de Giovane Correa Mayer, de 21 anos na época dos fatos e natural de Viamão (RS). Ele confessou ter cometido o feminicídio da professora e pós-graduanda Catarina Kasten, de 31 anos, em um crime que chocou a capital catarinense no final de 2025.

Detalhes da denúncia e do processo judicial A denúncia formal do Ministério Público de Santa Catarina foi apresentada em 1 de dezembro de 2025 e aceita pela Justiça quatro dias depois. O réu responderá perante os jurados por feminicídio qualificado por três agravantes: asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e menosprezo à condição de mulher, além das acusações de estupr0 e ocultação de cadáver. O trâmite processual corre sob sigilo de Justiça em virtude da natureza sexual dos delitos imputados.

Tramitação e negativa de recursos da defesa Durante o andamento processual, a defesa tentou excluir a acusação de ocultação de cadáver, mas a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça catarinense rejeitou o pedido em setembro de 2026. A primeira audiência de instrução ocorreu em março do mesmo ano, ocasião em que o juízo recolheu os depoimentos de sete testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além de interrogar o próprio réu, que permanece detido preventivamente desde o dia do crime.

O histórico do crime na Praia do Matadeiro O assassinato ocorreu na manhã de 21 de novembro de 2025, quando Catarina percorria a trilha da Praia do Matadeiro, localizada no Sul da Ilha, a caminho de uma aula de natação. O laudo técnico emitido pela Polícia Científica atestou que a causa do óbito foi asfixia mecânica por estrangulamento. Câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor se escondeu na vegetação da trilha momentos antes da abordagem.

O impacto social e os atos por justiça A repercussão do caso mobilizou a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina, onde a vítima estudava, além de familiares e coletivos feministas. Manifestações públicas e caminhadas refizeram o trajeto da professora para cobrar rigor nas investigações, maior segurança nas trilhas da região e o combate implacável à violência de gênero em solo catarinense.

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