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Assembleia legislativa expande programa de gestão de resíduos sólidos

Assembleia legislativa expande programa de gestão de resíduos sólidos

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina está ampliando suas iniciativas voltadas à preservação do meio ambiente e ao uso consciente dos recursos naturais. A instituição deu mais um passo em suas ações de sustentabilidade com a expansão do programa Alesc Menos Lixo, que incentiva a separação e a destinação correta dos resíduos produzidos no ambiente de trabalho.

Evolução e resultados da iniciativa ecológica

A nova etapa foi apresentada durante uma formação realizada no Plenarinho do Palácio Barriga Verde, reunindo servidores e colaboradores para orientar sobre práticas sustentáveis e fortalecer uma cultura de responsabilidade ambiental dentro da instituição.

O Alesc Menos Lixo começou em 18 de julho de 2025, com um projeto piloto no oitavo andar do Prédio Administrativo, onde mais de 350 quilos de resíduos receberam a destinação correta na fase inicial.

Com a ampliação gradual para outros andares e setores, o programa já contabilizou mais de 1,5 tonelada de resíduos, entre recicláveis, orgânicos e rejeitos. Após os resultados alcançados no Prédio Administrativo, a iniciativa chega ao Palácio Barriga Verde com um levantamento inicial de 36 setores.

Visão da administração sobre a sustentabilidade

Para o diretor administrativo da Alesc, Vitor Luiz Soares Bartelega, a iniciativa representa mais uma etapa de um trabalho que vem sendo desenvolvido e aperfeiçoado ao longo das diferentes gestões da Assembleia.

“São programas importantes não apenas para a Alesc, mas também para a educação das pessoas que trabalham aqui. As ações que desenvolvemos não ficam somente no âmbito da Assembleia. São conhecimentos que podem ser aplicados em casa, com a família”
Vitor Luiz Soares Bartelega — Diretor administrativo da Alesc

O diretor lembrou que a instituição já desenvolve ações voltadas à geração de energia solar, à economia de água e ao uso consciente dos recursos naturais. Segundo ele, a preocupação ambiental também começa a orientar os processos de aquisição de materiais.

“Estamos iniciando um processo de aquisições inteligentes, pensando em economizar os recursos que temos na natureza. Estamos sempre buscando maneiras de evoluir e fazer uma Alesc melhor, com uma utilização mais consciente dos nossos recursos.”

Composição e separação dos materiais descartados

Uma análise gravimétrica realizada em maio de 2026 permitiu identificar a composição dos resíduos produzidos, totalizando 211,4 kg analisados. O levantamento apontou 56,55 kg de recicláveis (26,7%), 56,60 kg de orgânicos (26,8%) e 98,25 kg de rejeitos (46,5%). O estudo revelou que 53,5% dos resíduos analisados eram materiais com potencial de reciclagem ou compostagem, cuja separação adequada é importante para reduzir o volume encaminhado aos aterros sanitários.

A coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade, Isabel Pinheiro de Paula Couto, explicou que a expansão do programa é acompanhada de um trabalho de orientação e sensibilização.

“Começamos com um projeto piloto no oitavo andar e, gradualmente, fomos ampliando para os demais setores. Sempre realizamos uma formação para que os servidores conheçam a iniciativa, saibam quais resíduos precisam separar e compreendam a importância dessa ação. Queremos gerar consciência e promover uma transformação cultural dentro da instituição.”
Isabel Pinheiro de Paula Couto — Coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade

Na prática, o Alesc Menos Lixo estabelece a separação dos resíduos em três categorias principais: recicláveis, orgânicos e rejeitos. Para facilitar o descarte, a Assembleia implantou recipientes padronizados e distribuiu contentores de sete litros para resíduos orgânicos, acompanhados de sacolas compostáveis. Os materiais orgânicos são destinados à compostagem, enquanto os recicláveis seguem para processos de reaproveitamento.

Pontos específicos de coleta e conscientização

O programa também contempla pontos específicos de coleta para papel, tampinhas, lacres de latinhas, esponjas, embalagens de medicamentos do tipo blister, pilhas e baterias. Outra medida foi a instalação de coletores de bitucas de cigarro, que podem ser encaminhadas para processos de logística reversa e reciclagem.

“Todo resíduo só se transforma em lixo quando não damos a ele a destinação correta. É justamente essa consciência que queremos desenvolver aqui dentro”

Além da estrutura de coleta, a iniciativa conta com capacitações para as equipes de zeladoria, mecanismos de acompanhamento da separação dos materiais e canais de participação por meio de QR Codes.

Durante a formação, o palestrante Arthur Rancatti abordou os desafios da gestão de resíduos sólidos e a relação entre o descarte inadequado, as mudanças climáticas e os impactos ambientais. Segundo dados apresentados, Santa Catarina recicla menos de 5% do potencial de resíduos gerados, cenário que reforça a necessidade de ampliar a conscientização e melhorar os processos de separação.

“Nosso propósito é sensibilizar os servidores para que compreendam a realidade da reciclagem em Santa Catarina e possam disseminar esse conhecimento, tanto dentro da Assembleia quanto na sociedade. Isso também pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos.”
Arthur Hancat — Palestrante da formação sobre gestão de resíduos

A formação também abordou os impactos da destinação de materiais aos aterros sanitários, incluindo a geração de chorume e a emissão de metano, um dos gases que contribuem para o aquecimento global. “Compreender que cada pessoa tem responsabilidade sobre os resíduos que produz é fundamental para mudar essa realidade”, concluiu Rancatti.

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