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Alunos da Escola Francisco Haas celebram a tradição do pirogue.

Alunos da Escola Francisco Haas celebram a tradição do pirogue.

Atividade em alusão ao Dia Internacional do Pirogue valorizou a cultura local e aproximou as crianças de uma tradição que atravessa gerações.

Tradição na ponta dos dedos: alunos de Papanduva colocam a mão na massa para celebrar o Dia Internacional do Pirogue

Atividade prática na Escola Francisco Haas uniu aprendizado histórico, integração comunitária e valorização da identidade cultural no município que ostenta o título de Capital Estadual do prato típico.

O aroma inconfundível que há décadas preenche os lares papanduvenses tomou conta dos corredores da Escola Francisco Haas, localizada na comunidade de Rodeiozinho. Em alusão ao Dia Internacional do Pirogue, comemorado no dia 8 de outubro, os estudantes participaram de uma aula diferente: trocaram os cadernos pela farinha e pelo recheio para preparar seus próprios pirogues, degustados posteriormente em um lanche coletivo.

A atividade foi desenhada para conectar a teoria pedagógica ao patrimônio imaterial da cidade. Longe de ser apenas uma oficina culinária, o momento permitiu que as crianças compreendessem as origens históricas do prato, a herança dos imigrantes e a mecânica com que os costumes sobrevivem através do tempo: transmitidos diretamente de geração em geração.

Identidade e memória à mesa

Símbolo afetivo das famílias da região, o pirogue reúne histórias de trabalho, acolhimento e celebração comunitária. Ao envolver ativamente as crianças nas etapas do preparo — do manuseio da massa à selagem de cada unidade —, a escola reforça o sentimento de pertencimento territorial desde a infância.

A iniciativa ganha ainda mais relevância pelo contexto geográfico e cultural. Papanduva já detém oficialmente o título de Capital Estadual do Pirogue e trabalha para expandir esse marco, buscando o reconhecimento em âmbito federal. A formalização desse título nacional passa, necessariamente, pela preservação ativa desse legado dentro da própria comunidade.

Na cozinha da Francisco Haas, o resultado da ação extrapolou o valor nutricional da refeição: transformou-se no registro vivo de uma cultura que segue forte, garantindo que o prato símbolo de Papanduva continue a ser preparado, partilhado e protegido pelas futuras gerações.

João Vianna

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