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BRDE destina R$ 7 milhões do Fundo Verde para projetos em Santa Catarina

BRDE destina R$ 7 milhões do Fundo Verde para projetos em Santa Catarina
Recursos contemplam diagnóstico estadual do saneamento, plano climático no Vale do Itajaí e incentivo à descarbonização da cadeia produtiva da suinocultura O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destinou, em 2025, R$ 7 milhões do Fundo Verde e de Equidade para três iniciativas estratégicas em Santa Catarina. Os projetos abrangem planejamento climático para municípios do Médio Vale do Itajaí; redução de emissões de gases do efeito estufa na produção suinocultura no Oeste e Meio-Oeste e diagnóstico do saneamento básico de todo o Estado.  O maior aporte, de R$ 4,3 milhões, está sendo aplicado na elaboração de um diagnóstico detalhado sobre a situação do saneamento básico. O estudo vai reunir dados técnicos e operacionais para subsidiar políticas públicas e orientar investimentos em água, esgotamento sanitário, drenagem e resíduos sólidos. O processo, que envolve um Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), o BRDE, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi lançado no final do ano passado e está em fase de análise dos participantes.  Outros R$ 2,65 milhões foram direcionados ao Plano Regional de Ação Climática que abrange 17 municípios do Médio Vale do Itajaí, em parceria com o CIMVI e a AMVE. A iniciativa, com prazo final de execução previsto para início de 2027, prevê a construção de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas em uma das regiões mais impactadas por enchentes em Santa Catarina. Completa o conjunto de projetos o aporte de R$ 50 mil ao Hub de Descarbonização – Programa Biogás SC, voltado ao estímulo da produção de energia a partir de resíduos orgânicos, especialmente na cadeia da suinocultura, que incentiva a redução de emissões e a geração de energia renovável. De acordo com o diretor financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing, por meio do Fundo Verde e de Equidade, o banco direciona parte do seu resultado para iniciativas que combinam impacto ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social. “O objetivo é apoiar projetos consistentes, com capacidade de gerar transformação estrutural e resultados mensuráveis ao longo do tempo, sendo uma forma de ampliar o alcance da nossa atuação para conectar crédito, planejamento e responsabilidade socioambiental”, explica. Projetos em toda a região Sul No total, o BRDE destinou em 2025, R$ 25,6 milhões para projetos nos três estados do Sul, considerando também doações, transferências e repasses. Do total, 75,25% foram direcionados para o financiamento de projetos selecionados por meio de chamadas públicas ou parcerias estratégicas. A iniciativa beneficia pessoas físicas, jurídicas ou entidades públicas dos estados de atuação do banco em diferentes segmentos, desde a recuperação de bacias hídricas e proteção da biodiversidade até o apoio ao empreendedorismo feminino e a descarbonização industrial. Para garantir transparência, o BRDE segue um processo rigoroso de seleção, que inclui etapas como a definição de regras e publicação de um edital, a avaliação dos projetos por uma comissão especializada e a habilitação documental.  Depois de liberar o recurso, o banco também monitora o encaminhamento das atividades e exige uma prestação de contas. “Mais que uma estratégia de responsabilidade socioambiental da instituição, o Fundo Verde e de Equidade alinha os princípios e valores do BRDE aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), diretrizes globais para promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental”, completa o vice-presidente, Mauro Mariani.   

João Vianna

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