Câmara de Vereadores abre Comissão Processante contra Joelmir Bogo após denúncia de supostas irregularidades
Na sessão desta quinta-feira 11, a Câmara de Vereadores viveu um momento de grande tensão. O secretário da Casa Legislativa, Diego Niespodzinski (MDB), fez a leitura de uma denúncia formal contra o vereador Joelmir Bogo (UB), apontando supostas irregularidades cometidas durante o mandato. Entre os fatos relatados estão ofensas direcionadas à procuradora da Mulher, vereadora Cátia Friedrich (PSD), uma infração de trânsito após sair de uma festa no centro da cidade e o uso indevido de diárias custeadas pelo Legislativo.
Seguindo o que determina o Regimento Interno da Câmara e o decreto-lei 201, de 1967, os parlamentares precisaram decidir se a denúncia seria ou não recebida. Após um recesso para discussão do tema na Sala das Comissões — motivado pelo argumento de alguns vereadores de que foram “pegos de surpresa” pela apresentação do documento em plenário —, a votação foi unânime: todos os vereadores presentes optaram pela abertura de uma Comissão Processante (CP).
A comissão será composta por Rodrigo Vargas, que assumirá a presidência, Vilson da Silva como relator e Diego Niespodzinski como membro.
Fatos da denúncia
O primeiro ponto levantado no documento envolve as ofensas contra a vereadora Cátia Friedrich (PSD). Conforme descrito, as hostilidades teriam se intensificado após a eleição para a Mesa Diretora, quando Friedrich votou contra os interesses de um dos grupos que disputava o comando da Câmara.
Outro ponto diz respeito a uma infração de trânsito registrada após o vereador Bogo ter deixado uma festa no centro da cidade. Além disso, a denúncia também menciona o uso indevido de diárias pagas para participação em eventos fora do município, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades no ressarcimento de despesas.
Encaminhamentos
O documento solicita ainda que, após as apurações da Comissão Processante, os fatos sejam encaminhados ao Ministério Público para análise e eventuais providências legais.
Com a instauração da CP, a Câmara passa a viver um processo de investigação que pode resultar em diferentes desfechos, desde a absolvição até a cassação do mandato do vereador denunciado, dependendo das provas colhidas e da condução dos trabalhos.
O caso deverá repercutir fortemente no cenário político local, abrindo um novo capítulo de tensão e expectativa dentro do Legislativo municipal.

