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Direita avança nas urnas, PL domina Senado e Lula tem pior primeiro turno desde 1998

Direita avança nas urnas, PL domina Senado e Lula tem pior primeiro turno desde 1998

O cenário político brasileiro passou por uma expressiva guinada à direita após o encerramento do primeiro turno das eleições deste domingo (4), marcado pelo fortalecimento do PL tanto no Congresso quanto nos estados.

Corrida presidencial acirrada O desempenho da direita na disputa pelo Palácio do Planalto colocou Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial, superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta etapa inicial do pleito.

Votação histórica dos candidatos Flávio Bolsonaro alcançou 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47% dos votos válidos, superando os 51,1 milhões obtidos por Jair Bolsonaro em 2022. Em contrapartida, Lula registrou 53,9 milhões de votos, somando 45,2% do total.

Retrospecto do atual presidente Esse índice representou o menor percentual de votos válidos para o petista em um primeiro turno desde 1998, quando atingiu 31,7% contra Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O presidente atual acumulou uma queda de aproximadamente 3,4 milhões de votos em relação ao pleito anterior e perdeu a maioria em Minas Gerais, tradicional termômetro eleitoral desde 1989.

Nova correlação de forças no Congresso No Legislativo federal, o crescimento conservador se refletiu diretamente na composição do Senado Federal a partir de 2027. O PL elegeu 19 parlamentares e, somado aos nove nomes já garantidos desde 2022, formará uma bancada de 28 senadores.

Alianças e impacto na esquerda O partido Novo conquistou três cadeiras, incluindo nomes como Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR). Com isso, a coalizão entre PL e Novo assegura ao menos 31 senadores, aproximando-se de 40% da Casa, além de contar com o reforço de parlamentares alinhados ao bolsonarismo vindos de legendas como Republicanos e PP. Enquanto o PT manteve suas dez cadeiras, o bloco esquerdista sofreu baixas com as reduções de PSB e PDT.

Expansão nos governos estaduais Além do Parlamento, a legenda expandiu sua presença nos executivos estaduais, saltando de um para pelo menos cinco governadores eleitos no primeiro turno, incluindo a reeleição de Jorginho Mello em Santa Catarina e as vitórias de Sergio Moro (Paraná), Marcos Rogério (Roraima), Arthur Henrique (Roraima) e Zucco (Rio Grande do Sul). O partido ainda disputa o segundo turno no Rio de Janeiro com Douglas Ruas e no Amazonas com Professora Maria do Carmo, consolidando sua hegemonia regional.

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