Estiagem prolongada acende alerta para o abastecimento de água em Papanduva
O município de Papanduva vive um período de atenção em relação ao abastecimento de água devido à estiagem prolongada registrada desde o final de 2025. A redução significativa dos níveis dos rios responsáveis pelo fornecimento ao sistema local acendeu o alerta para a necessidade de uso consciente por parte da população.
O abastecimento da cidade depende principalmente dos rios São Paulo e São João, que suprem a demanda do sistema operado pelo Samae de Papanduva. De acordo com o presidente da autarquia, Ilario Schulka, a diminuição da vazão desses mananciais tem impacto direto na capacidade de captação.
“A estiagem prolongada vem sendo acompanhada desde o final de 2025, com agravamento mais significativo nas últimas semanas, quando foi constatada a redução dos níveis dos rios e da vazão disponível para captação”, explica.
Medidas operacionais
Diante do cenário, o Samae intensificou uma série de ações para evitar maiores transtornos, incluindo monitoramento contínuo dos mananciais, ajustes na operação do sistema, maior controle dos reservatórios e reforço das orientações à comunidade sobre o uso racional da água.
Segundo Schulka, o abastecimento ainda está sendo mantido com toda a capacidade operacional disponível, mas a ausência de chuvas preocupa. “Caso não haja precipitações nos próximos dias, poderá haver necessidade de mudanças nessa situação”, alerta.
Atualmente, o sistema produz cerca de 100 milhões de litros de água por mês, operando 24 horas por dia para atender 4.275 unidades consumidoras. Toda a produção é distribuída e consumida, havendo em alguns momentos pequeno déficit, o que reforça a urgência de consumo responsável.
Colaboração da população
A participação da comunidade é considerada fundamental para evitar desabastecimento. Medidas simples, como reduzir o tempo de banho, evitar a lavagem de calçadas e veículos, consertar vazamentos internos e reaproveitar água sempre que possível, podem gerar impacto significativo.
Paralelamente às ações emergenciais, o poder público municipal avalia soluções estruturais de longo prazo, incluindo estudos de viabilidade para eventual concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O projeto ainda está em fase inicial, sem prazo definido para conclusão.
Alerta e previsão climática
Para o presidente do Samae, a situação atual reforça a importância da preservação dos recursos hídricos e do planejamento contínuo do sistema de abastecimento. “Seguimos trabalhando com responsabilidade, utilizando toda a capacidade atual de produção e adotando todas as medidas possíveis dentro da nossa estrutura operacional para manter o fornecimento de água”, conclui.
A previsão climática para fevereiro, março e abril em Santa Catarina, divulgada pela Epagri/Ciram, indica condições de chuva próximas à média histórica, porém com distribuição irregular ao longo dos meses, mantendo o cenário de atenção para o município.

