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Estradas da vergonha: descaso, incompetência ou crise no primeiro escalão em Santa Terezinha?

Estradas da vergonha: descaso, incompetência ou crise no primeiro escalão em Santa Terezinha?

A pergunta que ecoa nas comunidades do interior de Santa Terezinha já não é mais sussurro é grito. O que está acontecendo com a manutenção das estradas do município? É descaso, falta de vontade ou está na hora de trocar alguns nomes do primeiro escalão da administração pública?

Há dias os moradores da comunidade de Nova Esperança alertam sobre as péssimas condições da estrada geral e outras secundárias, justamente na semana em que ocorreu a tradicional festa da Capela São Valentim. O evento, que reúne famílias e visitantes, poderia ter sido motivo de orgulho. Mas virou símbolo de abandono por parte do poder público municipal.

Segundo informações repassadas por moradores, a Secretaria de Obras realizou um serviço no local cerca de uma semana antes da festa. O problema? O trabalho teria sido feito “de qualquer jeito”. A denúncia ganhou ainda mais força quando, na última sexta-feira (20), um ônibus escolar encalhou na mesma localidade. A cena escancarou o que muitos já vinham dizendo: o serviço foi mal executado.

A falta de planejamento é gritante. Sabendo da realização da festa, o mínimo esperado seria deixar as máquinas de prontidão, garantir o empedramento adequado da via, passar o rolo compactador e assegurar condições mínimas de trafegabilidade. Mas o que se viu, segundo relatos, foi um trabalho superficial aquele famoso “meia boca” que não resiste à primeira chuva ou ao primeiro veículo mais pesado.

E não para por aí. Toda semana se divulga a aquisição de brita e cargas de pedra pelo município. Mas, ao que parece, esse material não chegou à Nova Esperança. Populares relataram que um motorista teria perdido o controle do veículo devido às condições precárias da estrada. Por pouco não houve algo mais grave.

E a pergunta inevitável surge: estão esperando acontecer uma tragédia? Será preciso que uma família perca a vida para que providências concretas sejam tomadas?

O problema, vale ressaltar, não é isolado. Outras comunidades também enfrentam situações semelhantes. A prefeitura possui maquinário suficiente para executar os trabalhos. Então o que está faltando? Gestão? Organização? Comprometimento? Ou comando?

Enquanto isso, no plenário da Câmara, vereadores seguem elogiando as ações do Executivo e aprovando projetos sem maiores questionamentos. Onde está a fiscalização? Onde está a cobrança firme quando o problema atinge a população? Criticar adversários é fácil. Difícil parece ser confrontar falhas quando elas vêm “do próprio time”.

E nesta semana, muitos estarão em Brasília viagem custeada com dinheiro público, dinheiro do povo. O discurso é sempre o mesmo: buscar recursos. Mas a população começa a questionar os resultados práticos dessas idas e vindas. Quantas vezes os parlamentares voltaram de mãos vazias, justificando a viagem como “curso” ou “agenda institucional”?

A novela das estradas segue se repetindo, dia após dia. Não será apenas a pavimentação até o Rio da Anta que resolverá o problema estrutural da malha viária de Santa Terezinha. O que se exige é compromisso, gestão eficiente e responsabilidade com quem paga a conta.

A população de Santa Terezinha não quer discursos. Quer estradas seguras. Quer respeito. E, principalmente, quer respostas concretas.

João Vianna

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