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Estudo do Samae aponta que 40% do lixo de São Bento do Sul é reciclável

Estudo do Samae aponta que 40% do lixo de São Bento do Sul é reciclável

A Prefeitura de São Bento do Sul, por meio do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), divulgou os resultados do estudo de gravimetria de resíduos sólidos realizado em 2026 no município. A análise revela dados importantes sobre a composição do lixo produzido pela população e reforça a necessidade de ampliar a separação correta dos resíduos.

O que é gravimetria?

A gravimetria é um estudo técnico que identifica quais tipos de resíduos estão presentes no lixo e em quais quantidades. Para isso, os materiais coletados são separados por categorias como orgânicos, plásticos, papel, vidro e metal e posteriormente pesados.

Esse levantamento permite compreender com precisão o perfil dos resíduos gerados na cidade e orientar ações mais eficientes na gestão do lixo urbano.

Por que a gravimetria é importante?

A gravimetria é uma ferramenta essencial para a gestão de resíduos sólidos urbanos, pois possibilita:

– Melhor planejamento da coleta de lixo;

– Definição de estratégias mais eficientes de reciclagem;

– Redução da quantidade de resíduos enviados ao aterro sanitário;

– Identificação de oportunidades de reaproveitamento, como a compostagem;

– Criação de políticas públicas mais eficazes.

O que os dados de 2026 revelam?

O estudo analisou resíduos de diferentes bairros de São Bento do Sul e apontou que:

– 35% do lixo é composto por matéria orgânica;

– 29,8% são plásticos;

– 14% correspondem a papel e papelão;

– 9,7% são resíduos têxteis;

– 5% representam vidro;

– 2,7% são metais;

– 3% enquadram-se como outros resíduos.

De forma geral, os dados mostram que mais de 40% dos resíduos gerados são recicláveis, enquanto a fração orgânica permanece como a principal componente. O levantamento reforça o grande potencial para ampliação da reciclagem e da compostagem no município.

O que isso significa na prática?

Os números demonstram que o desafio não está apenas na quantidade de lixo produzido, mas principalmente na forma como ele é descartado.

Mesmo com a coleta seletiva disponível, muitos materiais recicláveis ainda estão sendo encaminhados ao destino incorreto, o que reduz a vida útil do aterro sanitário e gera aumento de custos para o município.

Como a população pode contribuir?

A participação da comunidade é fundamental para melhorar esse cenário. Algumas atitudes simples fazem toda a diferença:

– Separar corretamente os resíduos:

– Orgânicos (restos de alimentos);

– Recicláveis (plástico, papel, vidro e metal);

– Destinar corretamente os resíduos orgânicos, adotando a compostagem doméstica quando possível;

– Evitar misturar lixo orgânico com recicláveis;

– Respeitar os dias da coleta seletiva.

Segundo o Samae, a colaboração da população é decisiva para que os resíduos tenham o destino adequado, ampliando a reciclagem, reduzindo impactos ambientais e promovendo uma cidade mais sustentável.

João Vianna

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